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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

De antologia:

O facto é que sentenças absurdas são inúmeras, sobretudo em casos que envolvam menores ou mulheres violadas. Foi o  que reduziu a pena a um violador de um rapaz de treze anos porque este teve uma erecção durante a violação. Foi o juiz que mandou para a Rússia com uma mãe alcoólica uma criança que nem russo falava ou entendia, tudo porque a senhora que sempre cuidou da criança o irritava. São os vários casos em que apesar de todas as evidências de violações ou abusos sexuais os molestadores e violadores são objectivamente favorecidos nos tribunais. E é agora uma mulher grávida que foi violada mas em que é indiferente o seu consentimento na relação sexual, uma vez que o violador se calhar até nem lhe provocou nenhuma nódoa negra.

Eu não sei que raio de formação têm os juízes, mas nenhuma reforma da Justiça produzirá Justiça enquanto se mantiver gente como esta a proferir sentenças. - Maria João Marques no Insurgente.

A Magistratura da Vergonha

O Tribunal da Relação do Porto considerou que o psiquiatra João Villas Boas não cometeu o crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, pois os actos não foram suficientemente violentos, apesar de este forçar a vítima a ter sexo com base em empurrões e puxões de cabelo.

 

 

É nestas horas e nestes momentos que qualquer tipo minimamente decente perde a cabeça. É nestas horas e nestes momentos que agradeço o momento de lucidez que me afastou de uma licenciatura em direito. É nestas horas e nestes momentos que recordo o porquê de gostar do actual Bastonário da Ordem dos Advogados, por muito que amigos meus considerem esta minha posição “politicamente incorrecta”.

 

A história que o Rodrigo Moita de Deus publicou no 31 da Armada é exemplar, a todos os títulos, da vergonha a que chegou a nossa Justiça. E nisso, que fique bem claro, não culpo José Sócrates mas sim estes e todos os governantes ao longo de todos estes anos. Nesta matéria a culpa é da reverência política à nossa Magistratura que lhe permite os maiores desvarios. Este é apenas um de inúmeros exemplos. Nos crimes de violência doméstica é o que se sabe. Nos crimes de violência sexual é o costume. Nos crimes de colarinho branco é tradição.

 

Um dos três juízes, José Manuel Papão, não concordou com a sentença. Um dos três. A imagem perfeita da nossa Magistratura: um terço. Ele, José Manuel Papão merece o nosso respeito. Os restantes, a minha mais profunda repugnância.

 

Um dia pode acontecer com a nossa mulher, a nossa filha, a nossa irmã, a nossa mãe. E nessa hora um tipo perde a cabeça, desgraça uma vida e vai a tribunal onde, não duvido, em três juízes apenas um, um José Manuel Papão, terá a coragem de na sua declaração de voto afirmar: “quem deveria estar sentado no lugar do réu era a nossa magistratura por não ser justa, por absolver os culpados e condenar as vítimas”.

São decisões como esta que nos envergonham.

SCUTs: Só podem estar a brincar. Só podem!

Uma pessoa vê esta notícia da TVI e nem quer acreditar. Só pode ser brincadeira. Eu não quero acreditar que um Governo, repito, um Governo de Portugal e dos Portugueses fosse capaz de fazer semelhante negócio ruinoso. A quem interessa? Como é possível?

 

Agora, temos de pagar portagens e a desculpa era os custos para o Estado e, afinal, colocam portagens e ainda teremos de pagar, reparem bem:

 

Antes: 178 Milhões de euros

 

Agora: 58 vezes mais cara, mais 10 mil milhões de euros.

 

E ninguém vai preso?

 

Ver reportagem AQUI

Portugal ou Coreia do Norte?

 

 

 

 

 

Só pode ser mentira. Eu não acredito que em pleno 2011 se pretenda fazer política desta forma. E afirmo-o, independentemente do partido que o fez ou o faz.

 

Espero, sinceramente, que tudo não passe de um equívoco. Espero que não seja uma estratégia para silenciar/domesticar os jornalistas da Lusa e pelo caminho, da RTP e RDP.

 

Eu quero acreditar que Portugal não é a Coreia do Norte.

O Despedimento Colectivo está na Moda !

Toda a gente sabe que o Estado é o pior pagador e empregador que existe, sendo um exemplo repugnante para tudo o que existe à sua volta.

 

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, manteve cerca de 70 trabalhadores a prestar serviço no MUDE em regime de falsos recibos verdes, “contratados” pela Aumento D’Ideiais para esconder esta ilegalidade. Estes serviços eram prestados a recibos verdes, sendo contratados por uma associação sem fins lucrativos, que por sua vez é contratada pela C.M.L

 

Esta equipa de pessoas era encarregue do funcionamento do museu, recepção, serviço de bengaleiro, vigilância das exposições, receptividade ao diálogo com os visitantes, que todos os dias se dedicou a este projecto a fim de assegurar a qualidade.

 

Desde a abertura do referido museu, ou seja desde Maio de 2009, que os pagamentos eram feitos de forma intermitente, com intervalos entre os 3 e 4 meses. Apesar destas irregularidades, e sem qualquer solução à vista, a entidade coordenadora continuou a ‘contratar' novos assistentes. Mesmo durante estes períodos em falta, esta equipa de PESSOAS continuou a desempenhar as suas funções regulares bem como eventos especiais (visitas de primeiras damas, visita do estilista Tommy Hilfiger, Moda Lisboa, etc). Constantes 'contratações' para lugares que provavelmente ficavam vagos com os usuais despedimentos sem justa causa facilitados pelo vínculo laboral de falso recibo verde, a partir do momento em que os trabalhadores se indignavam e tentavam exigir os seus direitos.

 

Sim. Isto foi denunciado. Nunca nada foi feito.

 

Depois da intervenção deste grupo de pessoas em relação a esta situação de abusos, que se verificava no MUDE, estas PESSOAS receberam ONTEM (31.03.2011) este e-mail, que cessa a ligação com a Associação Aumento D’Ideias a partir do dia de ONTEM, que pedia que o lessem.

 

 

A Associação dispensou o serviço dos assistentes de exposição sem qualquer tipo de aviso prévio, no próprio dia, sem avançar qualquer justificação aceitável.

 

Fica assim consolidado o tipo de actuação que as entidades gestoras do museu têm para com os seus colaboradores. Despedimentos Colectivos imediatos por EMAIL! 

 

Está convocada para esta sexta-feira, dia 1 de Abril, às 18h30, uma concentração às portas do museu, com o fim de expressarmos a nossa indignação contra a injustiça, desrespeito e desconsideração com que têm sido tratados pelas entidades directoras e coordenadoras desta instituição, nomeadamente o despedimento colectivo que hoje ocorreu sem aviso prévio.

 

 

Para quem diz “ Eina, agora é só pessoas a queixarem-se dos recibos, e contratos e das injustiças da vida. É só precariedade, precariedade!” A resposta é simples: as pessoas não se sentem mais sozinhas…o medo, ainda entranhado, começa pouco a pouco a dissipar-se e a força do protesto começa a sair à rua. Afinal a precariedade existe, só estava era na sombra do medo. Por isto acredito na força e na mudança que um protesto pode encerrar.

 

Porque acredito que debaixo das pedras da calçada ainda existe praia!

 

Mais informações aqui.

Portagens nas SCUTs:

 

 

Claro que volto à carga com a questão das portagens nas SCUTs e faço-o com mais força depois de ter visto na RTP o programa “Directo ao Assunto” onde o Carlos Abreu Amorim teve uma posição corajosa e o Emídio Rangel demonstrou, claramente, um dos graves problemas de um certo jornalismo em Portugal: total desconhecimento da realidade nacional.

 

A colocação de portagens nas SCUTs, ao contrário do que nos pretendem vender, em nada se relacionam com a actual crise. Nada. E sabem porquê? Simples, os pórticos foram colocados na A28 e na A41/42 no ano passado e o famigerado Mário Lino já em 2008 afirmava ser irreversível a sua cobrança nestas vias do Grande Porto.

 

Mas, então, qual a verdadeira questão para a revolta das gentes do Norte? Igualmente simples: andarem a fazer de todos nós parvos. Vejamos, quais as SCUTS que vão ter portagens? A A28 (Matosinhos – Caminha) e a A41/42 que ligam Matosinhos ao interior (Paços de Ferreira, Lousada, Felgueiras, Paredes, etc). A Via do Infante, no Algarve, a A25 no centro (Aveiro-Vilar Formoso) ou a A23, A24, etc., nada! Ou seja, a solidariedade nacional resume-se aos do costume…

 

O Carlos Abreu Amorim utilizou palavras fortes para definir o Sec. Estado? Usou, sim senhor, mas mesmo assim até foi meigo. Além disso, explicou algo que nós, no Norte, já sabemos mas alguns fazem de conta que não sabem: para certos senhores do Terreiro do Paço e arredores, o Norte é algo entre o mito e a estranheza geográfica que começa em Vila Franca de Xira e termina algures para as bandas de Helsínquia. Só assim se explica que, por exemplo, o Emídio Rangel tenha proferido o mais inacreditável disparate: existem alternativas a estas SCUTs! Se o Rangel levantasse o traseiro da sua cadeira e rumasse, por exemplo, à Maia, eu teria todo o gosto em lhe mostrar a inexistência de alternativas e assim evitava dizer disparates.

 

Provavelmente, no Governo, julgam que por terem isentado de portagens a A28 nos troços de concelhos cujas câmaras municipais são socialistas (Matosinhos, Vila do Conde e Viana do Castelo) que conseguem evitar males maiores em termos de revolta popular. Devem pensar que somos tontos e tomam-nos por parvos.

 

Foi lembrado, no programa em causa, a tentativa falhada de colocar portagens na Ponte da Arrábida por parte do governo de Salazar. Eu aproveito para pedir ao Carlos que relembre a história aqui no Albergue, esclarecendo os leitores e avivando a memória das gentes do Norte.

 

Ao recordar essa história, o Carlos não foi inocente, entendo que pretendeu dar um sinal. Assim o entendi e daqui lanço a pergunta: será que vamos assistir a esta afronta de braços cruzados? Alguém acredita que é com “marchas lentas” que vamos fazer ouvir e sentir a nossa revolta? Não, meus caros, para sacanices destas devemos responder com força, com a necessária desobediência civil e se tiver de ser, com todos os meios ao nosso alcance para não permitir.