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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Eu que nem acredito em bruxas...

O Conselho de Opinião da RTP nunca mencionou ou abordou o assunto Mário Crespo nos seus encontros, garante Manuel Coelho da Silva, presidente do organismo.

 


 


 

Tanto barulho e afinal...

A RTP ainda não foi privatizada e já estalou uma verdadeira guerra "vale tudo" entre os diferentes grupos de comunicação social. Primeiro foram as capas com o SIS, agora com Crespo.

Ai! as Privatizações, as Privatizações... As Malditas Privatizações

Sejam de esquerda, sejam de direita os governos adoram privatizar precisamente aqueles negócios em relação aos quais até os dirliberais mais liberais e mais à direita têm dúvidas quanto à benevolência de tais privatizações.

 

Quando é de esperar que um mercado livre e sem barreiras à entrada de novos operadores acabe por gerar concorrência entre empresas, a opção correcta é primeiro liberalizar as regras do mercado, segundo liberalizar a entrada no mercado e terceiro privatizar o que ainda pertencer ao Estado.

 

Quando as tecnologias de produção, articuladas com a dimensão da procura e o tipo de bem em questão são tais que não é de prever que um mercado, por mais liberalizado que seja, consiga gerar concorrência então a solução é diferente: liberaliza-se o acesso ao mercado e espera-se para ver se surgem novos operadores. Se surgirem, espera-se para ver se há efeitos benéficos da concorrência (mais qualidade, maior diversidade, maior extensão geográfica da prestação de serviços e preços mais baixos) e se as novas empresas sobrevivem. Se se registar concorrência e sobrevivência das novas empresas, então sim: privatização. Se tal não se registar, então, em princípio é de desaconselhar a privatização.

 

Privatizar a RTP: é claro que sim. Mas, mais importante do que privatizá-la, é abrir o mercado ao maior número possível de televisões.

 

Privatizar a Galp?? Oh por favor! Privatizar um monopólio no mercado a montante que, ainda por cima, é proprietário da empresa quase monopolista a juzante? Que raio de economia vem a ser essa?!

 

Privatizar a EDP?? Mas será que eu, enquanto cliente da EDP, se não estiver satisfeito com o preço e a qualidade do serviço prestado, posso optar por uma outra empresa de electricidade? Alguém é capaz de me dizer que outras e quantas empresas de electricidade já existem e que são alternativas à EDP, por exemplo, em Lisboa? Há por aí algum economista que seja capaz de me afiançar que no futuro existirão mais do que uma (1 no feminino) empresa de electricidade em Lisboa e que será fácil para um cliente mudar de prestador?

 

Pois.

 

Caro Dr. Pedro Passos Coelhos, doutores Ministros e respectivos Secretários de Estado: liberalizar é mais importante do que privatizar! E liberalização deve anteceder privatização.

 

 

 

Mais liberalizações e privatizações aqui e aqui.

RTP, RTP Porto e RTPN

 O Grupo RTP deverá ser reestruturado de maneira a obter-se a uma forte contenção
de custos operacionais já em 2012 criando, assim, condições tanto para a redução
significativa do esforço financeiro dos contribuintes quanto para o processo de
privatização. Este incluirá a privatização de um dos canais públicos a ser concretizada
oportunamente e em modelo a definir face às condições de mercado. O outro canal,
assim como o acervo de memória, a RTP Internacional e a RTP África serão
essencialmente orientados para assegurar o serviço público.
(M. Falcão, Lugares Comuns)

 

 

 

 

Um amigo meu, jornalista da RTP, poucos dias depois das eleições legislativas, convidou-me para almoçar. Durante o repasto, defendeu que a privatização da RTP era um erro e que, segundo ele, facilmente se consegue diminuir 100 milhões ao passivo anual da RTP sem mexer na qualidade do produto e sem sangue. Até posso acreditar, ele conhece bem melhor a RTP do que eu. Porém, a minha questão não é essa.

 

Ou seja, continuo a ter muitas dúvidas que valha a pena ter uma RTP1, uma Antena 1 e uma Antena 3 no sector público de comunicação. Sobretudo quando olho para os actuais produtos (programações) e respectivos custos/benefícios. Depois, outro problema: a RTP Porto. Não consigo perceber duas coisas muito simples: segundo um estudo, se a memória não me falha, do tempo de Almerindo Marques, produzir na RTP Porto era bem mais barato que produzir através de Lisboa, sem perdas de qualidade. Se olharmos com a devida atenção para algumas das principais caras da informação da RTP e dos canais privados verificamos que boa parte deles e delas tiveram na RTP Porto a sua grande escola. Contudo, nos últimos tempos, a RTP Porto foi abandonada. Que programas continuam a ser produzidos pela RTP Porto? Ora verifiquem, se faz favor. Mesmo sem se assistir a uma redução dos seus quadros e custos.

 

Depois, vejam o que aconteceu, recentemente, à RTPN. Uma vez mais, a RTP Porto foi, perdoem a expressão, decapitada e tudo passou a ser gerido por e via RTP Lisboa. Se assim é, pergunto: para que serve a RTP Porto?

 

Francamente, não consigo compreender e custa-me aceitar não só este desbaratar de dinheiros públicos como esta estratégia de desvalorização da RTP Porto. Existe, pelo menos assim parece, uma vontade forte de matar a RTP Porto, algo que não se percebe. Obviamente, o Porto Canal e os seus investidores, sobretudo aqueles que a partir do próximo dia 1 de Julho tomarão conta deste canal, agradecem a oferta. Se querem acabar com a RTP Porto, pelo menos tenham a coragem de o fazer a sério e assumindo as consequências. Agora, decapitar a empresa mas continuar a somar custos e custos sem qualquer benefício para todos aqueles que o pagam, é um abuso, um crime.

 

Pelo que se percebe do programa de Governo, a privatização da RTP não é para já. Não o sendo, façam o favor de colocar ordem na casa e se é para (e bem) conter fortemente os custos operacionais, falem com quem sabe, ouçam todas as partes e tentem, sff, verificar o que deve ser feito para reduzir os custos. Segundo o tal estudo já feito, um caminho óbvio é aumentar a produção via RTP Porto (por ser mais barato). Defender a RTP Porto e a RTPN no Porto não é bairrismo nem "regionalismos serôdios", é justificado por fazer o mesmo diminuindo os custos. É gestão, boas práticas de gestão.

 

Falo por mim. O meu bairrismo faz-me defender o Porto Canal (que é privado) e o JN (privado). E todos os projectos privados nascidos na minha região. Outra coisa, bem diferente, são projectos públicos. Esses posso até defender mas por motivos diferentes - o uso de dinheiros públicos obriga a outro tipo de cuidados e obrigações. Por ser dinheiro de todos e não "de alguns"...

 


A Pronúncia do Norte:

 


 

 

 

 

 

Nos últimos anos a “N” melhorou imenso e jornalistas como o Daniel Catalão, Carlos Daniel, Hugo Gilberto, João Adelino Faria, entre muitos outros e em especial, a equipa de jovens jornalistas que apresentam os diferentes blocos de notícias, marcaram a diferença pela positiva. Acresce um conjunto de programas que se afirmaram no panorama televisivo da cabo – um bom exemplo veio do “A Liga dos últimos”. Em suma, a RTP-N está no bom caminho.

 

Porém, diz-me a experiência, que quando assim é, quando as coisas começam a resultar a Norte, surge uma decisão superior, vinda das profundas do inferno, que decide acabar com os projectos e deitar tudo a perder. Uma espécie de castigo divino. Por isso já estou a temer pelo futuro da “N”. Está a ficar demasiado boa para agradar a certas almas.

 

 

Isto foi escrito por mim no passado dia 27 de Março...

 

Nos últimos dias ficamos a saber que a RTP-N foi decapitada. Pois. Embora concorde com parte do que o Carlos disse hoje ao Público não posso deixar de lhe dar um ligeiro puxão de orelhas (ligeiro só pela amizade que nos une): É verdade que o Norte está a perder voz na comunicação social? É e não é. É verdade quando se olha para os casos RTP-N ao para o Público mas deixa de o ser quando se vê nascer o semanário Grande Porto ou o reforço do JN (com o JN Cidades, com os novos comentadores como o Prof. Marcelo - e o próprio Carlos ) e, sobretudo, com o Porto Canal.

 

Eu sei, bem sei, se sei, que a perda de influência do Norte na RTP (e restantes televisões) é nítida e grave. Como se combate? Simples. Em vez de estarmos sempre a bramir contra o centralismo, investimos criando os nossos próprios meios e o Porto Canal é disso o melhor exemplo. Todo o cão e gato o criticavam mas vejam bem, agora todos o querem e todos o desejam. Paulatinamente, afirmou-se como importante meio de comunicação. Na minha profissão, aqui no Norte, sempre que o Porto Canal não aparece num evento já se dá pela sua falta e dá direito a puxão de orelhas à equipa de comunicação que o organizou. É a melhor prova da sua importância.

 

Por isso, caro Carlos, eu compreendo as tuas palavras mas não posso perdoar a omissão. O Porto Canal, os nossos media na região, são a solução para o problema. Se não formos nós a tratar dos nossos problemas, ninguém o fará. Essencial é continuarmos a lutar para o seu crescimento e para o surgir de novos projectos filhos da nossa pronúncia, a pronúncia do Norte.

Presidenciais (26)

Ontem à noite, na RTP N, escutei dois 'analistas políticos' comentando durante longos minutos a campanha eleitoral no espaço habitual que o canal público alojado no cabo costuma reservar para este efeito. Joaquim Aguiar e Manuel Loff - os analistas a que me refiro - "debatem a actualidade política", lia-se em rodapé no ecrã.

Em lado nenhum era referido que qualquer deles é parte muito interessada no debate das presidenciais. Joaquim Aguiar integra a Comissão Política de apoio à candidatura de Cavaco Silva. Manuel Loff é apresentado, na página do PCP na Net, como um dos apoiantes de primeira hora do candidato presidencial Francisco Lopes. Acontece que naquele momento, perante os telespectadores, nenhum deles foi identificado - ao contrário do que as boas normas exigiriam - como comentador alinhado. Sugerir  que possam ser analistas isentos em plena campanha oficial para as presidenciais, a cinco dias do voto, é servir gato por lebre - facto ainda mais lamentável por ocorrer num canal público. 

 

Amanhã e depois: balanço da campanha

Presidenciais (17)

 

A RTP - serviço público de televisão e, como tal, sujeita a deveres acrescidos de imparcialidade e isenção - deu ontem voz ao candidato presidencial José Manuel Coelho numa entrevista conduzida por Judite Sousa.

Duas breves notas apenas.

 

Primeira nota: achei totalmente compreensível a intervenção inicial do candidato, ao queixar-se do facto de a RTP ter "marginalizado" a sua candidatura quando agendou os debates com os restantes candidatos a Belém, deixando José Manuel Coelho de fora: isso mesmo havia eu anotado aqui algumas horas antes. Entendi mal a crispação revelada pela entrevistadora. Que, tendo a experiência que tem, já devia prever aquela intervenção e reagir com fair play, o que não sucedeu.

 

Segunda nota: aguardo que pelo menos algumas das perguntas e considerações ontem endereçadas por Judite Sousa ao candidato madeirense sejam colocadas a Cavaco Silva, que a mesma jornalista entrevistará na próxima segunda-feira.

Recordo, a título de exemplo, algumas dessas perguntas e considerações:

- É uma brincadeira? É uma coisa séria? Qual é a sua atitude nesta campanha eleitoral?

- Como é que responde àqueles que dizem que a sua candidatura não pode ser levada a sério?

- O senhor andava à procura de um palco?

- Acha que é sério ter feito esta trajectória? Onde está a seriedade?

- Foi incumbido por quem para se dirigir a quem?

- Quem está a pagar a sua campanha?

- Quanto é que o senhor vai gastar? Não vem a nado da Madeira, com certeza...

- A sua actividade política é paga por uma das famílias mais ricas da Madeira. É verdade?

- O senhor diz mal de toda a gente, só não diz mal de si próprio. (...) Ataca o jardinismo, ataca o cavaquismo...

 

É natural a expectativa. Os espectadores da RTP habituaram-se a apreciar os critérios de equidade adoptados pelo serviço público de televisão.

Presidenciais (16)

 

A RTP tenta redimir-se esta noite de uma falha grave: vai enfim entrevistar o candidato José Manuel Coelho (a TVI 24, sem obrigações de serviço público, já o fez ontem à noite).

Tenta redimir-se, sem o conseguir. Porque Coelho, o comunista do Partido da Nova Democracia que tem irritado mais Alberto João Jardim nesta legislatura regional do que todos os cabeças-de-lista do PS nos últimos 30 anos na Madeira, ficou à margem dos debates realizados entre os restantes candidatos presidenciais nos três canais televisivos com expressão nacional. Isto porque os responsáveis editoriais destas televisões decidiram fechar negociações com os estados-maiores dos candidatos para a realização dos referidos debates sem deixar esgotar o prazo legalmente destinado à formalização das candidaturas. Acontece que o Tribunal Constitucional validou José Manuel Coelho quando já estava definido o painel dos debates, o que o deixou excluído deste importante veículo de comunicação com os portugueses. Sendo uma falha grave para qualquer dos canais envolvidos, é-o muito mais no caso da RTP, que tem deveres especiais de isenção e equidistância decorrentes do seu estatuto de serviço público.

Do mal o menos, dir-se-á quando esta noite José Manuel Coelho se sentar defronte de Judite Sousa. É uma das frases mais gastas neste país onde todos nos habituámos a viver sob o signo do mal menor. O facto é que o princípio republicano da igualdade - no caso, o da igualdade de acesso aos órgãos de comunicação social - foi já seriamente ferido nestas presidenciais. Aconteceu com Coelho, candidato "menor". Que clamor não iria por aí se tivesse sucedido com algum dos candidatos ungidos pelo sistema?

Bracara Augusta

 

Pouco passava das duas da manhã. A RTP-N estava em directo do Aeroporto Francisco Sá-Carneiro na Maia. A brava equipa do Braga regressava a casa depois de uma noite de gala em Sevilha. O povo esperava os heróis dos tempos modernos. O jornalista Hugo Gilberto (RTP) descrevia o cenário e entrevistava os diferentes protagonistas – o povo que antecipou o S. João de Braga e os obreiros da alegria. Eu estava em casa a fazer as pazes com Braga, uma velha história estilo “feios, porcos e maus” passada nos idos de oitenta por causa de um jogo de andebol.

 

No exterior do Aeroporto o povo rodeava os jogadores e a respectiva camioneta com a euforia própria destes momentos. Era um mar de gente e muitas, mesmo muitas, crianças. A RTP continuava em directo. De repente, as atenções precipitam-se para uma outra zona onde a polícia rodeava um adepto do Braga. Umas chapadas aqui, outras acolá, uma mulher descontrolada, uma criança a gritar no colo do pai e a nítida sensação, para quem assistia pela televisão, que dois ou três policias tinham perdido a calma. Por sua vez, Hugo Gilberto, em directo, descrevia a situação enquanto o seu operador de imagem é afastada, pela força, por um dos polícias exaltados. Desde já duas notas: a qualidade do trabalho de Hugo Gilberto (só se admira quem o não conhece) e o elevado profissionalismo do seu operador de imagem que mesmo agredido continuou a fazer o seu trabalho.

 

Obviamente, não conheço os pormenores que levaram a polícia a ter de usar a força numa situação como esta. Só sei aquilo que vi em directo e já tenho anos suficientes de futebol e já passei por tantas situações complicadas nestes ambientes que sei bem a complexidade do trabalho das forças de autoridade nestes “apertos”. A forma como actuaram foi bastante arriscada e tiveram muita sorte. A maneira como lidaram com a mulher, com o operador da RTP e com todo o ambiente circundante podia ter transformado a justa festa dos bracarenses numa autêntica batalha campal de proporções graves. Os meios policiais pareciam escassos – pelos relatos dos jornalistas presentes, a polícia chegou mesmo a estar rodeada de adeptos e só não descambou a sério fruto da partida das gentes de Braga rumo à sua cidade para os festejos com a equipa.

 

Por muito que custe ter de escrever isto, a verdade é uma, o Braga e as suas gentes não mereciam um fim de festa destes e mesmo sabendo que as aparências iludem, aparentemente faltou calma e profissionalismo a um ou outro agente da autoridade presente. Mesmo sabendo que uma andorinha não faz a primavera mas reconhecendo que não é a primeira vez. Bem pelo contrário.



Prós e prós de brincadeira

Começou o famoso prós e prós. Imaginem um debate sobre o futuro do futebol em Portugal e não está presente o Porto, o Benfica e o Sporting. Era uma idiotice, não era? Pois é mesmo esse o critério do programa.

 

O presidente da Junta Metropolitana? Não está. O presidente da Câmara da Maia e primeiro autarca a colocar a questão na agenda? Não está. O presidente de Paredes, um dos principais impulsionadores do debate sobre as SCUTs? Não está.

 

É brincadeira…

Diamonds are a girl's best friend

 

"O primeiro-ministro não está cansado."

 

"José Sócrates mostrou [na entrevista à RTP] um tom absolutamente confiante."

 

"Foi uma excelente entrevista."

 

"Ele [Sócrates] está a levantar claramente o País nesta fase tão difícil."

 

"Dá a imagem de si próprio de um homem cheio de força, de um homem convicto."

 

"Portugal subiu nos índices de confiança."

 

"Aquilo que está a acontecer em Portugal aconteceu nos EUA, na Inglaterra, na Alemanha..."

 

"O primeiro-ministro fez o que tem de ser feito."

 

Emídio Rangel, no programa 'Directo ao Assunto', esta noite, na RTP N