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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Redes Sociais

Um livro a ler em 2011: "Connected. The Suprising Power of Our Social Networks and How They Shape Our Lives", Nicholas Chistakis and James Fowler. Não sei se já existe uma edição portuguesa (brasileira existe) - a minha é da espanhola Taurus (Madrid).

 

 

Redes Sociais: dos alfinetes e dos elefantes

 

As Redes Sociais atingiram um ponto tal que hoje é impossível ser indiferente à sua influência e importância enquanto ferramenta de comunicação de massas. As Empresas, as Instituições Públicas e os Particulares utilizam-nas para os mais variados fins.

 

De quando em vez alguém se lembra de proibir ou limitar o acesso a estas ferramentas. A desculpa é sempre a mesma: os trabalhadores não trabalham pois andam entretidos nas redes sociais. Ontem não trabalhavam por causa do cigarrito ou da casa de banho ou do telemóvel ou por serem judeus, quiçá pretos, maybe ciganos e de certeza gays!

 

Nestas alturas lembro-me sempre do filme “Je vous salue, Marie” e da fantochada contra o dito via brigada dos bons costumes. Resultado, um filme fracote tornou-se um mega sucesso de bilheteira. Proibir o acesso às redes sociais, ao mais puro estilo Kim Il Sung, não é apenas uma estupidez, é um rematado disparate – se não entra pela porta, entra pela janela e aqui a janela tanto pode ser o telemóvel como o iPad ou um mero atalho digital criado para contornar a proibição.

 

Se o trabalhador tiver uma tarefa bem definida e um prazo para a executar e não cumprir, seja por culpa da rede social ou do telemóvel ou do calor, deverá responder pela sua falta de profissionalismo. Querer apontar o dedo a outros motivos é hilariante. Mais grave é quando o problema está no facto de não lhe terem sido atribuidos objectivos e/ou prazos para cumprir e por isso ter tempo para andar entretido noutras coisas

 

Pensar que o problema da produtividade se resolve com este tipo de medidas é querer implicar com os alfinetes enquanto os elefantes se passeiam livremente pela sala…

 

 

Adenda: escrito na minha hora de almoço que isto aqui está, felizmente, cheio de prazos e objectivos a cumprir. Ainda bem, para evitar morrer de tédio.

A Rede

A blogosfera portuguesa acabou de ultrapassar uma importante fronteira. Ao de leve, pé ante pé, cresceu e desenvolveu-se, infiltrou-se no quotidiano de muitos e influenciou outros tantos. De repente, era ver bloggers a escrever nos jornais, a opinar nas rádios e a comentar nas televisões.

 

Pelo caminho, vieram os jornalistas e os comentadores da comunicação social para os blogues. Como a disponibilidade não era muita e o medo do erro imenso, o surgimento do twitter foi um escape para boa parte da classe. O Facebook um complemento indirecto.

 

E quando os blogs apareceram naqueles eventos partidários estilo casamento cigano, vulgo Congressos, a coisa foi tipo Coca-Cola: primeiro estranha-se e depois entranha-se. Surgiram as últimas eleições directas no PSD e catrapum, os blogs e demais redes sociais “tomaram conta da casa”.

 

O Pedro Passos Coelho e a sua equipa acreditaram na validade e no potencial destas novas ferramentas de comunicação de massas e delas souberam tirar proveito. Fizeram bem. Aquele momento com os blogs no congresso foi um acto de reconhecimento. Foi justo. Foi inteligente.

 

Alguns jornalistas não gostaram. Compreendo. Esta é uma nova realidade e nem todos estão preparados para ela. O RMD já esclareceu as dúvidas nessa matéria. Apenas acrescento a componente pedagógica da coisa: é tempo de os cursos de Jornalismo/Ciências da Comunicação prepararem os seus estudantes para esta realidade. Alguns, poucos, já o fazem, eu tive essa sorte. Quando tal se universalizar, as indignações de hoje serão coisa do passado e todos saberão a diferença entre um blogger e um jornalista.

 

Pode ser que nesse dia os pombos, as rolas e os columbófilos de serviço compreendam, igualmente, a diferença entre o blogger e o político.