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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Rapidinhas a Norte #1

# O Douro Film Harvest de 2011 promete: Abre com a anteestreia mundial do filme "A Morte de Carlos Gardel" adaptado e realizado pela sueca Solveig Nordlum, a partir do livro de António Lobo Antunes e a exibição conta com a presença do actor Ruy de Carvalho e o produtor Luís Galvão Teles. E encerra com a anteestreia nacional do último filme de Woody Allen, "Midnight in Paris". Pelo caminho, uma raridade de Carmen Miranda. Isso e vários momentos especiais. Para saber tudo em primeira mão, segundo a organização, o melhor é seguir a página oficial no facebook.

 

 

# Anda um tipo a escrever uma série de postas sobre o Porto e, passado uns dias, dá de caras com uma polémica absolutamente estúpida sobre as Tripas à Moda do Porto e um concurso de tanga com mais "sete maravilhas", agora gastronómicas (que falta de originalidade, já mete dó esta coisa das maravilhas!). Hoje, quando vi a reportagem da TVI no jornal nacional, corei de vergonha. Que coisa mais pequenina. Por causa de um prato delicioso, andam às turras na praça pública. Sinceramente, o Porto não merece semelhante enxovalho. Em bom português, do Porto, bardamerda!

 

Por falar em Porto...

Como já nem me lembro da última vez que escrevi sobre o Porto, nada como citar o enorme Hélder Pacheco, um catedrático do tema e que, no JN de Sábado, conseguiu com arte e mestria resumir tudo o que penso:

 

“Nós, portuenses, não temos tal problema (a língua): o país unificou-se em torno de um idioma que, moldado às variantes locais, é o mesmo de norte a sul. Mas temos, como dizia o poeta catalão Miguel Marti i Pol, “o espaço de história concreta que nos pertence e um minúsculo território onde vivê-la”.

 

“E este espaço deve ser defendido. Para isso, sem conivências com a hidra centralista, gritemos quem somos e que todos o escutem. Porque numa cidade que tem de se emancipar pela cultura, ciência, conhecimento e afirme a sua matriz, as conivências são ridículas e quase caricatas. Dentro desta linha estão documentários que correm na internet sobre o Porto.

 

Com imagens bairristas, mostram a sua incultura quando, como fundo musical, incluem fados de Lisboa, baladas coimbrãs e outras escolhas alheias à cidade.

(...)

Como é possível afirmar o Porto, por quem não percebe que o que torna as cidades competitivas é sobretudo a diferença relativamente às concorrentes – a sua identidade?

 

Hélder Pacheco, JN de 23 de Julho de 2011 (sem link)

 

 

É isto que pretendo quando escrevo sobre o Porto e, mutatis mutandi, sobre o Norte. O sublinhar da diferença mais não é do que a afirmação identitária de um território. Só assim teremos, ou poderemos ter, regiões ganhadoras. E com isso é Portugal que ganha.

A Verdade

Eu não quero que os meus amigos do Albergue se zanguem comigo, em especial o Luís Naves que é um benfiquista dos sete costados. Contudo, ninguém é perfeito e eu compreendo que não é fácil a vida, futebolisticamente falando, para todos aqueles que não são adeptos do F.C. Porto.

 

O calendário destas coisas do pontapé na bola é maldoso para os não portistas. Vejamos: a coisa arranca em Agosto e é vê-los cheios de fé. Por alturas do S. Martinho começa a grande depressão dos 6 milhões ao verem o Dragão a grande velocidade por ali fora. O Natal é um tormento. Por alturas do Carnaval, que ninguém leva a mal, uma mudança mal engrenada faz crescer a esperança. A Páscoa é tremenda e até Junho é ver o Dragão de título em título até à desgraça alheia final. Uma violência.

 

Em Junho a época termina e a esperança alheia volta a renascer. É ver aviões de jogadores a aterrar na Portela e os melhores a ser desviados para o Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro e o desespero a apoderar-se dos adeptos encarnados. Porém, Julho é o mês do “este ano é que vai ser, vamos esmagar os Andrades”. Até que…

 

A época arranca em Agosto e por altura das vindimas é ver o Dragão a vindimar, pé ante pé, a caminho de mais uma época “vintage”.

 

Por isso, a definição de futebol em Portugal é simples e perfeita: são onze contra onze e no fim ganha o F.C. Porto.

 

 

 

Eu juro!

Que hoje, em pleno edifício da Alfândega do Porto me perguntaram: "Este rio é o Douro, não é?".

 

Eu quase morri. A minha enorme, gigantesca, consideração pela pessoa em causa (uma profissional ímpar) obrigou-me a engolir em seco e responder afirmativamente. Desconfio que foi uma provocação. Além disso, depois de ter tido duas lisboetas super simpáticas a passear maravilhadas com a minha ribeira, já mais nada me restava.

 

Sinceramente, estou a ficar velho...

A Distrital do Porto do PSD - II

 

 

Professor Universitário no IPP, Economista e Deputado na Assembleia da República, Virgílio Macedo é o candidato a suceder a Marco António Costa na Distrital do Porto do PSD. Pela frente terá um enorme desafio: preparar as autárquicas de 2013. Pelo caminho terá que tomar em mãos algumas matérias políticas importantes para a sua Região: o debate da reforma administrativa, as relações entre o Norte de Portugal e a Galiza, o futuro dos transportes na GAMP (Aeroporto Internacional do Porto, os STCP, o Metro e as linhas da CP, as SCUTS, etc.) sem esquecer a continuação do projecto interno Norte 2020.

 

Como seu amigo desejo-lhe boa sorte.

E pensas muito bem, Nuno:

Penso no Ricardo Almeida porque sei que tem feito um excelente trabalho por onde tem passado e representa uma nova geração de militantes que pode ajudar nesta nova fase da vida do PSD. É importante lançar novas personalidades, novas caras não conhecidas do grande público, mas que sejam capazes de contribuir para uma regeneração interna. E penso que o Porto, depois dos excelentes resultados nas últimas eleições legislativas, também aqui poderia dar o exemplo ao resto do país.

 

 

A Distrital do Porto do PSD:

Ontem, na Assembleia Distrital do Porto do PSD, a primeira após as legislativas, Marco António Costa deixou três mensagens significativas: O tempo não é de festejos mas de trabalho; Provocou eleições antecipadas e lembrou que 2013 é já amanhã (eleições autárquicas). Foi uma intervenção corajosa, sobretudo no primeiro aviso que deixou aos militantes.

 

O Presidente da Distrital do Porto do PSD foi bem claro. Salientando o excelente resultado obtido no distrito, o melhor dos últimos 20 anos e um dos melhores de sempre, sublinhou a mudança até num ponto pouco habitual, sobretudo quando olhamos para o anterior governo: as escolhas para os lugares estão e continuarão a ser feitas tendo em conta as qualidades técnicas, profissionais e políticas dos escolhidos e não apenas e só pelo facto de serem militante do partido.

 

Esta primeira declaração foi um aviso à navegação. Os corporativos fartaram-se de escrever sobre “o pote” e procuraram passar uma ideia simples: se o PSD vencer vai “atacar” os lugares. Tal como foi feito na anterior legislatura pelo governo cessante. A primeira marca de diferença, de mudança, já está a ser colocada em prática e foi isso que Marco António quis deixar bem claro aos militantes do Porto.

 

Depois, informou que a Distrital do Porto, a maior do país, vai a eleições antecipadas já a 22 de Julho. Foi a surpresa geral. Depois de uma vitória retumbante, ninguém esperava uma decisão dessas. Obviamente, as eleições autárquicas de 2013 podem ser a razão principal para esta decisão. No Distrito do Porto não são poucos os actuais presidentes de câmara impedidos de se recandidatar e tudo indica que não serão umas eleições fáceis para os dois partidos no poder. A preparação atempada a isso obriga.

 

Não sei, nem faço a mais pequena ideia, se Marco António se vai recandidatar. A Distrital do Porto teve um comportamento exemplar e fundamental antes das eleições, durante a campanha e após a vitória. Não esqueço a impressionante campanha no distrito nestas legislativas. Ao longo destes anos conseguiu crescer (em militantes e em militância) e ser uma voz atenta e escutada no Distrito, no Norte e no país. Se Marco António se recandidatar, terá uma vitória expressiva (e merecida) fruto do trabalho que ele e a sua equipa fizeram e natural, tendo em conta que somos um povo com memória.

 

Uma coisa eu sei: o Porto e o Norte precisam de uma distrital do Porto do PSD que continue a ser forte, atenta e interventiva.

 

 

ADENDA DE ÚLTIMA HORA: O Miguel Abrantes, sempre um querido, não leu a coisa convenientemente. Ora, entre fazer-lhe um desenho e explicar por escrito, prefiro a última pois sempre fui fracolas a desenhar: quando falo, logo no início, em "provocou eleições antecipadas" estou a falar, como facilmente se depreende ao ler o resto do post, de antecipadas na Distrital. Eu percebo o Miguel, ainda está traumatizado com o resultado de 5 de Junho. Para a próxima vez, peço ao secretário da mesa uma cópia da acta e envio-lha.

Posso enviar pelo Assis? Será Seguro?

E fomos mesmo a eleições...

 

 

"Pedro, se não vamos a votos no país, vamos a votos no partido" é uma frase atribuída, por uma fonte jornalística, a Marco António Costa. Como estou a citar de cor, pode não ser bem assim mas o sentido imputado era este.

 

O vice-presidente da Comissão Política Nacional e presidente da CPD do Porto do PSD, Marco António Costa, é diabolizado por boa parte dos opinion makers e alguns jornalistas da capital. Mesmo dentro do PSD algumas almas não gostam dele. É certo que são cada vez menos. Mas existem.

 

Por aquilo que tenho visto, não consigo entender. Como Presidente da Distrital do Porto consegue obter excelentes resultados. Seja nas eleições autárquicas, na dinamização do partido no distrito do Porto como em eleições nacionais (olhem para os resultados do PSD no distrito nestas legislativas e para a forte mobilização em toda a campanha eleitoral – incluindo uma perninha num e noutro distrito vizinho).

Em Vila Nova de Gaia está a fazer um bom trabalho, a exemplo do que fez em Valongo, e é respeitado pelas colectividades, pelos presidentes de Junta de Freguesia e pelo eleitorado. Na CPN idem.

 

Será, realmente, o autor daquela frase com que começa este post? Se foi, está de parabéns. Sempre fomos a eleições e Portugal afastou José Sócrates e entregou ao PSD um resultado histórico – derrotar o Primeiro-ministro em funções e desta forma é a primeira vez. Confesso, não faço a mínima ideia se MAC é o autor desta frase ou se estamos perante mais uma fábula tão do agrado da matilha.

 

Se o objectivo de divulgar publicamente a frase era prejudicar Marco António Costa e, por tabela, Pedro Passos Coelho, foi um tiro na água dos seus autores. Pelo contrário, publicitaram mais um mérito de MAC: ver mais longe.

 

Depois do discurso de tomada de posse do Presidente da República ficou óbvio, para quem queria ver, que as eleições antecipadas eram inevitáveis. Com esta frase, a ser verídica, MAC provou que “são muitos anos a virar frangos” e percebeu que o PSD teria de chumbar o PEC IV.

A verdade é só uma, os portugueses foram a votos e a sua resposta foi clara: Mudar. Por isso, Marco António Costa já seria um dos vencedores desta noite. A ser verdade essa afirmação, é duplamente vencedor.