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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Vai uma aposta?

No dia 15 de Outubro as portagens nas SCUTs não vão entrar em vigor. Vai uma aposta?

 

E para a "posteridade" fica que o PS queria colocar portagens APENAS E SÓ nas SCUTS do Grande Porto tratando uns como filhos e outros como enteados e agora viu-se obrigado a aplicar o "castigo" a todos, até Abril de 2011. Igualmente fica outra coisa: uma trapalhada de primeira na questão das isenções, outra em matéria de Chip e Via Verde (será que os utilizadores actuais da Via Verde podem usufruir das tais isenções ou temos que comprar o tal chip?).

 

Continuo sem perceber o motivo que leva Matosinhos e Vila do Conde, por exemplo, a não ter pórticos enquanto a Maia está cercada pelos ditos. Será que o facto de Matosinhos e Vila do Conde serem câmaras PS é factor de discriminação positiva?

 

Mas mantenho a aposta: a 15 de Outubro não vão entrar em vigor.

Isto só lá vai à chapada!

Mas afinal temos portagens ou não?

 

O PCP diz que não: "o decreto-lei que institui as portagens em três SCUT desde 01 de Julho morreu e não pode ser aplicado”; Uma deputada do PS diz que juridicamente se pode mas politicamente não (?!). O PSD diz que a culpa é do governo e o CDS entrou mudo e saiu calado (absteve-se). Uma grande confusão. Eu já não consigo perceber se estão a brincar connosco ou se é tão só incompetência pura.

 

Vou continuar a acompanhar a novela com uma mão na carteira e outra no aparelho da Via Verde, não vá o diabo tecê-las...

E fomos de tapas

Espanha foi uma justa vencedora do Mundial, com ou sem "pulpo à galega". Um punhado de jogadores que juntos fizeram uma grande equipa. Sem grandes estrelas mas um verdadeiro grupo coeso. É merecido. Tal como o prémio a Diego Forlán.

 

Quem também merece um prémio é o polvo Paul que se tornou um Zandinga de primeira. Ora coloquem lá o bichito a ver se adivinha se vamos ter portagens nas SCUTs universais e simultâneas ou se vão ser apenas os habitantes dos concelhos que não pertencem ao "polvo rosa". Sempre se poupava algum tempinho e se evitava a ansiedade...

 

 

Do real para o virtual

Era uma vez...

 

Uma Estrada Nacional 107. Um belo número. Um dia, um governo decidiu que a mesma não servia os interesses da região e que para servir o Aeroporto Internacional, a LIPOR II e a maior zona industrial do Noroeste Peninsular seria necessário e fundamental construir um "itinerário complementar", baptizado de IC24.

 

A velhinha e caprichosa EN107 passava a estrada municipal. Ao longo dos anos o seu trajecto inicial foi alterado: numa parte foi ocupada pela nova linha do Metro que liga o Hospital de S. João ao ISMAI; noutros pedaços passou a ter um só sentido de trânsito e com isso se criaram novos passeios para os peões; por questões de segurança boa parte dos seus perigosos cruzamentos passaram a ter rotundas e outros sinalização luminosa (o número de acidentes baixou drasticamente). Ao longo do seu percurso nasceram casas comerciais, prédios de habitação e outros equipamentos. Ou seja, morreu a EN107 e nasceu uma via interna municipal adaptada às novas exigências da sua função.

 

Num célebre dia, quiçá depois de um lauto jantar, um punhado de governantes de um outro governo, decidiu fazer um negócio não solicitado nem tão pouco desejado pelas gentes da terra: ampliar o itinerário complementar IC24 de duas para quatro faixas (de cada lado), implodindo inúmeras pontes que estavam em excelente estado de conservação e que chegavam e sobravam para a função que lhes estava destinada. A população e o autarca do concelho protestaram. Os primeiros por verem o seu dinheiro, duplamente, a ser mal gasto (com a construção do IC24 passaram a pagar uma taxa especial justificada pela construção do dito itinerário e, ao mesmo tempo, como não são parvos, não compreenderam os motivos para alargar o que não precisava de o ser e ver destruir algo que lhes custou tanto dinheiro sem qualquer justificação plausível) e os segundos por conhecerem a realidade.

 

Depois de morta a EN107, morria o IC24 e nascia a auto-estrada eufemisticamente chamada SCUT A41 (sem custos para o utilizador, vejam a lata). De repente, a economia nacional deu o berro e um outro governo ficou com a menina do Cravinho ao colo. Solução: o povo estúpido que pague a cagada feita pelos seus governantes. Pior, a sensação com que se fica é a de quererem que o povo pague as negociatas milionárias de alguns dos nossos governantes.

 

Ontem, o meu presidente de câmara, disse publicamente o que os seus colegas autarcas da região repetem em privado. Mais, mostrou ao país algo que nós, habitantes da região, já sabemos: as estradas municipais não são alternativa e só quem não as utiliza diariamente pode ter dúvidas. Mais, estamos a falar de vias que em determinados períodos do ano estão cortadas ao trânsito (festas municipais, festas de freguesia, carnaval, S. João, etc.).

 

Ontem, fiquei a saber que a maioria dos deputados da Assembleia da República consideram que as estradas municipais são óptimas alternativas a determinadas auto-estradas. Estamos esclarecidos. Melhor dito, estarrecidos!

 

 

Portagens nas SCUTs - III

Vamos ver se percebi: quem mora no concelho da respectiva SCUT não paga as 10 primeiras passagens mensais e a partir da 11º terá um desconto de 15%. Pois. E quem passa na Via do Infante? Provavelmente não paga nas 25 primeiras passagens diárias e a partir da 26º paga em cheques-desconto nos hotéis de Portimão, Albufeira e Vilamoura.

 

Por sua vez, os habitantes e empresas de Matosinhos, Vila do Conde e Viana do Castelo continuam isentos de pagamentos de portagens (uma vez que por essas bandas "pórticos" nicles) enquanto mantiverem as quotas rosa em dia.

 

Sabem que mais? É Portugal no seu melhor!!!

Prós e prós de brincadeira

Começou o famoso prós e prós. Imaginem um debate sobre o futuro do futebol em Portugal e não está presente o Porto, o Benfica e o Sporting. Era uma idiotice, não era? Pois é mesmo esse o critério do programa.

 

O presidente da Junta Metropolitana? Não está. O presidente da Câmara da Maia e primeiro autarca a colocar a questão na agenda? Não está. O presidente de Paredes, um dos principais impulsionadores do debate sobre as SCUTs? Não está.

 

É brincadeira…

Juízo ou da falta dele:

 

 

 

ESTE post já será suficiente para responder a alguns mas ESTA afirmação do Ministro das Obras Públicas só pode ser rebatida com dados concretos:

 

No tocante ao caso A41 e A42 estamos a falar de Matosinhos, Maia, Valongo (A41) e Paredes, Penafiel, Felgueiras, Paços de Ferreira e Lousada (A42), concelhos inseridos na região mais pobre da União Europeia. Mais, dentro de todos estes concelhos temos dois que se destacam em termos de riqueza (a Maia e Matosinhos). Ora, este último, fica praticamente isento de portagens. Coincidência: câmara do partido socialista. Estas duas vias, A41 e A42, são taxadas em mais de 70% do seu trajecto.

 

No caso da A28 (que liga Matosinhos a Viana do Castelo) temos, uma vez mais, um conjunto de concelhos (Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa, Esposende e Viana do Castelo) inseridos na mesma região que é a mais pobre da União Europeia. Obviamente, enquanto concelhos litorais, conseguem ter melhores resultados económicos que no caso anterior. Contudo, vejamos algumas características engraçadas: ao contrário da anterior, as portagens apenas atingem pouco mais de 34% da mesma e, coincidência, Matosinhos/Vila do Conde e Viana do Castelo são os concelhos menos penalizados (câmaras socialistas, uma vez mais).

 

Depois, temos de analisar as "alternativas". Não vou discutir o caso na Nacional 13 (alternativa da A28) pois basta percorrer a dita para responder negativamente à pretensão do senhor ministro. Prefiro perder mais algum tempo com a alternativa à A41 e A41, a Nacional 107.

 

A Nacional 107 já não existe há muitos anos. Foi entregue às respectivas câmaras municipais e transformada em estrada municipal. Em boa parte do seu percurso já nem existe, noutros locais passou a via de sentido único e nalguns casos foi ocupada, literalmente, pela linha do Metro do Porto. Estará o senhor ministro de má-fé? Não, pior. Está a falar de realidades que desconhece. O homem não faz a mais pequena ideia!!!

 

Eu compreendo que os autarcas, por educação e por questões institucionais, prefiram não denunciar tudo o que sabem (caso contrário, são castigados via QREN). Mas os seus munícipes são livres de o fazer e por isso, cá vai: o secretário de Estado das Obras Públicas desconhecia o facto de a Nacional 107 já não existir. Desconhecia, em absoluto, a realidade. Pelos vistos, continua a desconhecer.

 

Mais, afirmar que a colocação de pórticos foi como foi por os mesmos terem esgotado no fornecedor, é procurar fazer de nós parvos. Ignorar o estudo independente realizado por empresa da especialidade que prova, por A mais B, que a A41 e A42 não preenchem nenhum dos requisitos prévios, pode ser considerado má-fé.

 

Uma pequena nota: os autarcas da A41 e A42 foram ao mercado procurar uma empresa para analisar e estudar toda esta problemática. Foi o cabo das tormentas. Só uma aceitou fazê-lo. As restantes declinaram por um motivo que é demonstrador do ambiente empresarial reinante: sendo o Estado Central um dos seus melhores clientes, os receios eram tais que nem pensar...

 

Meu caro Prof. A. Nogueira Leite, o PSD e o seu Grupo Parlamentar (assim como os restantes GPs) estão a par de todos estes dados e devidamente documentados. O que aqui escrevi não é novo nem desconhecido nem tão pouco estou a "falar de cor". Obviamente, não somos contra as portagens nas SCUTs mas não percebemos o motivo para uns serem filhos e outros enteados. Por isso, este último exercício do ministro António Mendonça só pode ser visto à luz de uma total cegueira política e fruto do desespero reinante por aquelas bandas. Um forte abraço para si.