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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Paredes de Coura 2010 - Final

 

 

 

Escrever sobre Paredes de Coura 2010 é não esquecer que este não foi um ano especial. Todos o foram.

 

Como já antes escrevi (aqui e aqui) o Festival de Paredes de Coura é único: Desde logo, o local é absolutamente mágico. Depois, a escolha dos artistas é sempre feita assumindo riscos e as bandas respondem, quase sempre, superando as expectativas. Por último, é um público em comunhão com o espírito do evento.

 

Sempre que posso marco presença em Paredes de Coura. Ao contrário de outros festivais onde vou por causa da banda x ou y, este é um dos casos em que vou pelo seu todo e não apenas para ver este ou aquele intérprete, esta ou aquela banda. Obviamente, a presença dos Los Campesinos, dos The Cult, dos Dandy ou dos Prodigy foram motivos mais do que suficientes para um regresso “à moda antiga”. Sim, nas últimas duas edições marquei presença de forma fugaz e muito direccionada.

 

Nesta edição reparei que os nossos vizinhos galegos apareceram em força, que a média de idades baixou (pelo menos aparentava) e que a crise, por muito que o Álvaro Covões não concorde, fez-se sentir. Não é só Paredes de Coura que fica a ganhar, económica e turisticamente falando, mas toda a região – encontrar um quarto não foi fácil (obrigado João!!!). Para a hotelaria e para a restauração de toda a zona envolvente é um maná. Não sei se o turismo de Portugal apoia o festival mas se o não faz deveria fazer: a romagem de estrangeiros, imprensa incluída, é óptima para a imagem da região. Tive o privilégio de partilhar hotel com algumas das bandas e vi como estavam maravilhados com a hospitalidade, a gastronomia, o vinho verde, com a envolvente natural e com o clima.

 

Quanto aos concertos, já muito se escreveu (aqui, aqui e aqui, por exemplo) e não me quero repetir mas guardo na memória grandes momentos: os The Cult cumpriram, o concerto de Peter Hook foi muito bom e os Mão Morta estiveram em grande. Sobre os restantes a que assisti já falei. É claro que existe sempre uma escolha muito pessoal: esperava muito dos Dandy Warhols (a sonolência a que se refere Gonçalo Sá e a hipotética “substância” chama-se Super Bock e uma tarde bem passada na piscina do hotel…) mas foram os Prodigy que me encheram as medidas.

 

A primeira vez que os vi foi no célebre “Imperial ao Vivo” na Alfândega do Porto, um festival com um cartaz memorável. Fiquei absolutamente espantado pela poderosa presença em palco. Mas isso foi em 1996. Depois de todos estes anos eles chegaram a Paredes de Coura e “partiram a louça toda” num concerto esmagador. Foi a cereja no topo do bolo.

 

Até para o ano!

 

 

Adenda: O Sr. Joaquim das "couves" desta vez não viu um tusto, embora um seu vizinho quase me provocou uma valente despesa, quase. Fui a tempo de tirar o carro rapidamente e em força evitando "chumbo grosso" na chapa. E a minha mulher já distingue as ervas de fazer bebidas quentes das que alegram alguma malta mais radical. A filha experimentou PdeC e gostou mesmo conseguindo algo único: dormiu a bom dormir durante o concerto dos Prodigy e ficou fã da Antena 3 (as velhinhas cá de casa estão tramadas, Renascença já era...).

Paredes de Coura 2010

 

 

 

O Festival de Paredes de Coura chegou a meio. Uma boa altura para um pequeno balanço:.......................................já está.

 

Ora, Paredes de Coura continua a ser um evento especial. Pelo espaço, pelo cartaz e pela fauna. É impressão minha ou este ano o número de adolescentes (13, 14 e 15 anos) cresceu imenso? Ontem, primeiro dia de palco principal, já se respirava a festival. Conseguir estacionar o carro já era tarefa complicada e o vizinho do Sr. Joaquim das couves estava fulo com a anarquia no meio do seu terreno - eu nem arrisquei, pirei-me rapidamente antes de ver o meu menino perfurado por chumbo grosso. A moldura humana já impressionava. Hoje chegam os festivaleiros de fim-de-semana e com o calor que se faz sentir é nova enchente pela certa.

 

O "dono" da barraca das caipirinhas é um tipo amigo do cliente: duas caipinhas levaram meia garrafa de cachaça 51! Isto é saber servir, ehehehe, que o diga a miúda que arriscou apenas com uma sopa no estômago - ouvi dizer que hoje anda a chá  e bolachas de água e sal . Por sua vez, as bifanas estavam divinais. Só falta um espaço de gastronomia local com uns valentes rojões, óptimos para combater o calor asfixiante...

 

O "grande" Álvaro Covões estava bem disposto e não parava de perguntar "onde está a crise?". Que nenhum jornalista se atreva a falar-lhe  na economia nacional que ele dispara logo!

 

Hoje as atenções estão centradas nos "White Lies" (23h) e nos "Klaxons" (01h). Até logo.

 

The Cult em Paredes de Coura 2010

É um dos meus "festivais de verão" preferidos e raramente falto. Mesmo sabendo que, uma vez mais, vou ser "roubado" pelo Sr. Joaquim das couves que me vai cobrar 1000 paus (5 euros) por estacionar o meu menino no meio das ditas. Já para não falar do frio de rachar em pleno Verão. Um local mágico num ambiente sensacional.

 

Este ano vou matar saudades dos The Cult. E levar a minha filha que nunca foi ao "Paredes de Coura". E explicar à minha mulher que aquelas ervas que a espanhola está a vender não é chá. Estou a ficar velho...