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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Legislativas (12)

 

PARA MAIS TARDE RECORDAR

 

Toda a regra tem excepção. Lendo a imprensa de hoje, registo que apenas dois 'analistas' dão a vitória ao secretário-geral socialista no debate de ontem com Pedro Passos Coelho: o jornalista Manuel Tavares, director do diário desportivo O Jogo, e a escritora Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa.

Vale a pena registar os argumentos de ambos.

Diz Tavares, escrevendo no Diário de Notícias: "Passos Coelho preferiu uma estratégia assente na ideia de explicar por capítulos que toda a crise (em especial os 700 mil desempregados) é da responsabilidade do primeiro-ministro recandidato. E José Sócrates conseguiu colocar em xeque essa estratégia, lendo do relatório e contas de uma empresa assinado por Passos Coelho no ano passado a confisssão de que Portugal set inha portado acima da média de desempenho perante a crise, durante 2009."

Diz Inês, ao Correio da Manhã: "Claramente ganha Sócrates, porque consegue dizer mais em menos tempo. Passos Coelho adoptou uma estratégia de ataque, mas não apresentou programa."

Rendo-me à evidência perante tão poderosos argumentos. De tal maneira que vou guardá-los no meu caderninho de citações. Para mais tarde recordar.

Um partido sem emenda (8)

«Não há um problema pessoal com um homem, há um problema político com um homem, José Sócrates. Não é com o PS, transformado em marioneta, nem com o Governo, inexistente, é com José Sócrates, político. Os puristas podem dizer que este é um terreno perigoso em democracia, a pessoalização das críticas, e repetir a lenda urbana construída pelo próprio Sócrates com a colaboração de Passos Coelho e dos seus amigos, quando estavam a combater Manuela Ferreira Leite, que atribuía as razões do seu falhanço eleitoral aos "ataques pessoais a Sócrates". Tretas! O problema existe mesmo e queiram os autores da lenda no PSD ou não queiram, é exactamente a idiossincrasia do "homem" o que lhes perturba a possibilidade de terem sucesso com todas as vantagens a empurrar a seu favor. (...) Eu não estou a dizer que Sócrates seja um produto da televisão, embora também seja, mas que as suas qualidades pessoais, e o modo profissional como utiliza os media, lhe permitem uma enorme vantagem sobre os seus adversários, mesmo no pior dos contextos.»

 

José Pacheco Pereira, no Público de sábado. Faltam 33 dias para as legislativas.

Um partido sem emenda (6)

«Nós não temos hoje à frente dos dois principais partidos pessoas que tenham capacidade e preparação para enfrentar a crise que temos.»

Pacheco Pereira, quinta-feira, na Quadratura do Círculo (SIC N)

 

«O PSD é um partido sem estratégia.»

Pacheco Pereira, ontem, em entrevista à Antena 1 e reproduzida na RTP

 

Faltam 36 dias para as legislativas.

Um partido sem emenda (5)

«Morais Sarmento critica PSD por chumbar avaliação de professores.»

29 de Março

 

«Nuno Morais Sarmento considera que o PSD não devia ter posto em causa o PEC IV e votado contra o documento. Numa entrevista à Rádio Renascença, o social-democrata disse que o PSD errou ao colocar em causa a palavra dada por José Sócrates em Bruxelas.»

5 de Abril

 

«Morais Sarmento critica Passos Coelho pela escolha de Fernando Nobre.»

12 de Abril

 

 

Faltam 37 dias para as legislativas.

Um partido sem emenda (3)

«O radicalismo inconsciente de "correr o Sócrates o mais depressa possível", a que no PSD se deu ouvidos, ameaça ser ou mantê-lo, contra todas as evidências, ou dar-lhe o melhor cenário possível para um retorno ao poder a curto prazo. E o melhor cenário possível, não custa perceber, é um PSD ganhador por uma pequena margem sobre um PS que sai do seu annus horribilis sem grandes estragos. Sócrates escapará ao pior da crise, a execução do plano de austeridade do FMI passará a responsabilidade do PSD, e este estará na primeira bancada da Assembleia a conduzir uma oposição revanchista e perigosa face a um PSD muito debilitado por uma vitória que será de Pirro.»

José Pacheco Pereira, em artigo de página inteira hoje no Público. Faltam 42 dias para as legislativas.

Um partido sem emenda (2)

«O problema de Fernando Nobre é que não tem cor política. Nos últimos dez anos, já apoiou candidaturas do PSD em legislativas, do Bloco de Esquerda em europeias e de Mário Soares em presidenciais. Se tivesse um percurso político coerente ao longo de vários anos, o apoio a um espaço político diferente do seu teria significado. Assim, trata-se de mais uma cambalhota, neste caso requintada.»

Pedro Santana Lopes, na sua página de opinião do semanário Sol. Faltam 43 dias para as legislativas.

Um partido sem emenda (1)

«Recusei liminarmente apresentar-me às eleições [legislativas] se não tivesse subjacente a candidatura à respectiva presidência. (...) Não poderia aceitar ser vice-presidente de Fernando Nobre por uma questão de coerência. (...) O PSD, preterindo militantes prestigiados e com perfil muito mais adequado para a presidência da Assembleia [da República], acolhe nas suas listas em lugar de destaque e com perspectivas de promoção a segunda figura do Estado, uma personalidade [Fernando Nobre] sem perfil adequado, muito polémica, sem consistência nem coerência política e de duvidosa atractividade eleitoral, tudo com o pretexto de alargar as listas a independentes e dar voz a um prestigiado representante da sociedade civil. Poucos serão os eleitores que acolhem esta justificação.»

António Capucho, em carta aos militantes do PSD-Cascais hoje divulgada pelo semanário Sol. Nobre foi membro da Comissão de Honra da candidatura de Capucho à câmara de Cascais, funções que este autarca abandonou em Janeiro invocando motivos de saúde. Faltam 44 dias para as legislativas.