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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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A História Secreta dos Amigalhaços da Construção Civil

Luís M. Jorge está interessado em compreender um pouco melhor o relacionamento entre o grupo Espírito Santo, ou outros grupos económicos, e os governos da república. Estou interessado em aceder a notícias que nos permitam avaliar a influência política destas organizações: casos, esclarecidos ou por esclarecer, zonas de sobreposição entre os interesses dos grupos e as decisões de titulares de cargos públicos, contratações e nomeações — enfim, tudo o que, legitimamente, e dentro dos limites do interesse público, nos permita iluminar uma zona ainda opaca da nossa vida democrática [aqui]. Eu também estou.

 

O leitor está convidado a participar nesta tarefa, enviando notícias publicadas em jornais de referência, documentos oficiais ou reflexões originais (não rumores) para o email luismjorge@yahoo.com. (...) Nada me move contra qualquer grupo económico português. Mas, à falta de um jornalismo de investigação independente e corajoso, resta-nos confiar em recursos próprios para vigiarmos o destino dos nossos impostos.

 

O post da semana da blogosfera nacional é este: A história secreta: grupos económicos, construção civil, partidos políticos e, claro, muitos milhares de milhões de euros de prejuízo puro para o erário público que são, as usual, lucro imerecido e garantido para os amigalhaços do costume. Ler também este texto.

 

Cúmulo da Hipocrisia

"O antigo ministro do PS, Jorge Coelho" e "presidente-executivo da Mota-Engil considerou, esta quinta-feira, que os empresários devem manter-se à margem do debate politico" (aqui).
 
O maior conúbio público-privado político-económico do país é precisamente entre o Partido Socialista e a Mota-Engil e é exactamente o presidente-executivo desta, que já foi ministro das obras públicas*, ou seja, já tutelou politicamente a área em que agora negoceia a nível privado - que vem pedir aos outros empresários para estarem caladinhos e não se intrometerem na política.
 
A desfaçatez destes socialistas não tem limites.
 
* na altura chamava-se "equipamento social".

O que são 6 Milhões de luvas?

 

A jornalista Felícia Cabrita, quem mais poderia ser, está a investigar as “luvas” de 6 milhões na SCUT do Porto. Pelo que se viu nos últimos anos, até já estou com pena de António Mota: ela não vai o vai largar tão cedo.

 

Nesta investigação da Felícia Cabrita existe um pormenor, direi antes, um “pormaior” engraçado: Jorge Coelho, Valente de Oliveira e Luís Parreirão, antigos responsáveis do Ministério das Obras Públicas, são quadros da Mota-Engil.

 

Daqui saúdo o empresário António Mota pela forma brilhante como escolhe os seus quadros, não necessitando de recorrer a empresas de trabalho temporário. Ele sabe onde encontrar os melhores.

 

 

Nota de rodapé: A SCUT do Grande Porto foi adjudicada por 535 Milhões de euros. Como não sou grande espingarda em contas, alguém me saberá dizer o custo por quilómetro e quanto já foi pago, ao longo destes anos, à concessionária? Só para ter noção do valor real da coisa e entender se as portagens, entretanto introduzidas, servem para pagar ao empresário António Mota ou para o buraco da Estradas de Portugal. É outro pormenor “pormaior”. Obrigado.