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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

i o Mac, pá?

Passo a passo vou tentando adaptar-me a este mundo novo. Tudo é diferente mesmo se parecido.

 

Assim como, depois de anos e anos do outro lado da barricada, ver-me deste lado da dita. É mesmo estranho. De tal modo que dou por mim a rir a bom rir com as recentes prosas do corporações e a ficar com uma certa inveja. É verdade, estou a ser franco. Um verdadeiro strip-tease "blogocoiso". E como sei, saber de experiência e de viragem de muitos frangos, que estas coisas, estas confissões nocturnas caem mal, muito mal, em certas almas mais papistas que o dito cujo. Pois. É a natureza das coisas. Ok, não é de política que quero falar. Adiante.

 

Ainda não percebi o bicho. Fazer copy-paste do código incorporado dos vídeos que saco no youtube passou a ser um martírio daqueles. Conseguir ler a porra que estou a escrever é outra maldição. Incompreensível para quem está perante semelhante mostro rectangular – o iPad e o iPhone quando comparados com o animal parecem anões a passear em Berlim. Enfim.

 

E o teclado? Parece coisa nórdica, nem sei se foram os senhores de bata branca da Stelton que o desenharam. É lindo de morrer, confesso. Porém, para quem é dono de umas patas como estas que me acompanham a coisa torna-se difícil. Abrir separadores foi enigma só resolvido ao fim de 48 horas. Perceber como se liga ou desliga, nem me falem. Só faltou bater-lhe. Isso e descobrir a password...

 

Contudo, estou rendido. Em absoluto. Não sei se é da qualidade do som ou da imagem, da rapidez estilo F-16 ou, pensando bem, das linhas estonteantes estilo Bardot? E os gráficos, uiui. Pronto, pronto, já pareço a f. a escrever sobre sapatos – coisa estranha, essa, da relação das mulheres com os sapatos. Logo eu, um ser que irrita a sua mais que tudo por causa dos sapatos. Ela acha que eu os compro sempre iguais e desconfia que ando sempre com os mesmos até eles gritarem de gastos. Não sei se já alguma vez vos disse: detesto sapatos. Mas, odeio andar descalço. (e depois as mulheres é que são complicadas).

 

Tudo isto para vos comunicar que estou rendido à maçã onde o outro deu uma dentada. Só ainda não percebi tudo. É verdade, esta coisa com um leão que surgiu hoje já veio incorporada no bicho ou vou ter de gastar mais uns trocos? Pedro, meu PDF, explica-me lá. Não é por nada mas, a patroa comprou o bicho e pensa que durante a próxima década não precisa de gastar mais nada. É só para saber se tenho já de me começar a fazer de morto.

 

Estou mesmo a ficar velho...

E fomos mesmo a eleições...

 

 

"Pedro, se não vamos a votos no país, vamos a votos no partido" é uma frase atribuída, por uma fonte jornalística, a Marco António Costa. Como estou a citar de cor, pode não ser bem assim mas o sentido imputado era este.

 

O vice-presidente da Comissão Política Nacional e presidente da CPD do Porto do PSD, Marco António Costa, é diabolizado por boa parte dos opinion makers e alguns jornalistas da capital. Mesmo dentro do PSD algumas almas não gostam dele. É certo que são cada vez menos. Mas existem.

 

Por aquilo que tenho visto, não consigo entender. Como Presidente da Distrital do Porto consegue obter excelentes resultados. Seja nas eleições autárquicas, na dinamização do partido no distrito do Porto como em eleições nacionais (olhem para os resultados do PSD no distrito nestas legislativas e para a forte mobilização em toda a campanha eleitoral – incluindo uma perninha num e noutro distrito vizinho).

Em Vila Nova de Gaia está a fazer um bom trabalho, a exemplo do que fez em Valongo, e é respeitado pelas colectividades, pelos presidentes de Junta de Freguesia e pelo eleitorado. Na CPN idem.

 

Será, realmente, o autor daquela frase com que começa este post? Se foi, está de parabéns. Sempre fomos a eleições e Portugal afastou José Sócrates e entregou ao PSD um resultado histórico – derrotar o Primeiro-ministro em funções e desta forma é a primeira vez. Confesso, não faço a mínima ideia se MAC é o autor desta frase ou se estamos perante mais uma fábula tão do agrado da matilha.

 

Se o objectivo de divulgar publicamente a frase era prejudicar Marco António Costa e, por tabela, Pedro Passos Coelho, foi um tiro na água dos seus autores. Pelo contrário, publicitaram mais um mérito de MAC: ver mais longe.

 

Depois do discurso de tomada de posse do Presidente da República ficou óbvio, para quem queria ver, que as eleições antecipadas eram inevitáveis. Com esta frase, a ser verídica, MAC provou que “são muitos anos a virar frangos” e percebeu que o PSD teria de chumbar o PEC IV.

A verdade é só uma, os portugueses foram a votos e a sua resposta foi clara: Mudar. Por isso, Marco António Costa já seria um dos vencedores desta noite. A ser verdade essa afirmação, é duplamente vencedor.

O algodão não engana

 

 

 

 

Ontem, Marco António Costa afirmou que 2011 é o ano da prova do algodão para este governo: “é o ano da prova do algodão e de todas as provas para o governo socialista que será o único responsável por qualquer tipo de falhanço das políticas em curso”.

 

O problema é que o algodão não engana e os resultados já são conhecidos para todos os portugueses. Não são necessárias nem mais provas nem novas passagens do algodão pela superfície. Este governo falhou, falha e continuará a falhar e o motivo é simples: não existe. Ou melhor, está reduzido a um PM, um ministro das Finanças e um da Economia. Todos eles com um discurso idêntico ao do famoso Al-Sahhaf, o ministro da Propaganda do Iraque.

 

O resto desapareceu. E com eles a esperança dos portugueses. O PSD, obrigado pela conjuntura nacional e internacional, deu a este governo mais uma hipótese. É bom saber, pelo que percebi das palavras de Marco António Costa, que não será dada mais nenhuma.