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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Biblioteca retira Kurt Vonnegut

O romance de Kurt Vonnegut Slaughterhouse-Five (Matadouro-5) é um dos dois livros retirados da biblioteca de uma escola do Missouri, como se conta aqui. Estranhos tempos, estes. O conteúdo é chocante e as criancinhas não podem ser expostas à linguagem e, suponho, sobretudo às ideias subversivas da obra, cujas personagens parecem andar à deriva num mundo sem sentido.

Este clássico, de difícil tradução, é um dos grandes textos do século XX, pelo menos da literatura americana do século XX. Infelizmente, tem sido confundido com um exemplo de género, no caso de ficção científica, o que talvez tenha limitado o conhecimento do público. Também foi um livro sempre perseguido pela censura do politicamente correcto, o que não admira, pois o seu humor negro é perturbador.

Em Portugal foi publicado numa tradução antiga, mas está fora do mercado. Existe no original (para quem conseguir ler em inglês) em edições baratas.

Vonnegut, que faleceu em 2007, foi um dos grandes escritores americanos. Escreveu contos notáveis e outra obra-prima, Cat's Cradle. As suas críticas à América de George W. Bush, em Um Homem Sem Pátria (ed. Tinta da China) causaram alguma sensação em meados da década passada. 

A Morte

Hoje tive o grato prazer de assistir à entrevista de Mário Crespo a Maria Filomena Mónica. Um enorme, gigantesco e fabuloso momento televisivo sobre o seu novo livro, "A Morte". Um ensaio sobre as questões relativas à morte (eutanásia, testamento vital e suicídio assistido).

 

Sinceramente, foi das melhores entrevistas a que assisti. Só foi pena não se prolongar por muito mais tempo. Nunca, como neste tema, concordei tanto com a autora. Já estou em pulgas para adquirir a obra.

 

Gonçalo M. Tavares

 

"Uma Viagem à Índia" venceu o Grande Prémio de Novela e Romance da APE. Esta brilhante epopeia, já tinha ganho o Prémio de Melhor Narrativa Ficcional da SPA e o Prémio Especial de Imprensa "Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors". O autor é Gonçalo M. Tavares, escritor de 40 anos, com livros publicados em todo o mundo e com prémios conquistados em muitos países, como o italiano "Prémio Internazionale Trieste" em 2010 e o francês "Prix du Meileur Livre Étranger", também no ano passado.

Desde que li o "Jerusalém" que percebi que a escrita de Gonçalo M. Tavares era algo de excepcional, acessível a poucos escritores. Infelizmente, desde 2004 até agora, este autor continua, no nosso país, menos conhecido do que merecia. Mais prémios virão certamente, esperemos que mais leitores também.

O novo livro de um velho amigo

 

 

 

Já tinha lido as provas originais. Estou a reler na sua última versão. A Quetzal escolheu uma capa excelente para um romance de excepção. Para já, deixo que o autor - o muito nosso Luis Naves - fale do que escreveu. Mas em breve direi o porquê de tal opinião. Amiguismos nunca à parte, mas sempre com o reconhecimento crítico da verdadeira arte.  

  
"Em Junho de 1998, estalou uma inesperada rebelião militar na Guiné-Bissau. Não estavam em causa questões étnicas ou religiosas, mas sobretudo a rivalidade entre dois homens, o Presidente Nino Vieira e o chefe das forças armadas, brigadeiro Ansumane Mané. A rebelião provocou um curto período de guerra civil, que durou sete semanas. Seguiu-se quase um ano de impasse e uma década de alta instabilidade. Na realidade, a Guiné nunca recuperou daquele episódio (...)".
Podem ler aqui um excerto do texto:
"Falaram de tudo e de coisa nenhuma, passeando ao acaso entre as ruas estreitas, abordados por cada um dos vendedores do mercado, que lhes falavam em francês. Ana comprou um lenço vermelho, que pôs ao pescoço, e aquilo deu-lhe um encanto imprevisto. Era daquelas mulheres que, por vezes, quase se tornam belas. Sobretudo quando sorria, mais feliz e distraída com os sons da vida. Vestia calções e usava botas grossas, e a brancura das pernas contrastava com a riqueza do colorido temperado no tumulto humano que os rodeava."
"Jardim Botânico" é a minha quinta obra de ficção e o meu quarto romance. Publiquei dois na Campo das Letras, "O Silêncio do Vento" (1998) e "Os Reis da Peluda" (2003), além de uma novela, "Homens no Fio" (2005). Na Quetzal, publiquei o romance "Territórios de Caça" (2009). O meu trabalho na área da ficção inclui uma dezena de contos publicados em diversas revistas e ainda pequenos contos e crónicas nos blogues literários colectivos Prazeres Minúsculos (2005-2007), As Penas do Flamingo e aqui, nas Emoções Básicas.

 

Uma Tragédia Portuguesa

 

 

 

 

 

 

Não, o título do post não é sobre os famosos cinco a zero nem eu vou falar de futebol – caso contrário ainda sou expulso do blogue :) – mas sobre um livro que foi hoje apresentado em Lisboa.

 

Uma Tragédia Portuguesa é um livro obrigatório para quem quer perceber as razões que levaram o país a esta embrulhada: a dívida (externa, das famílias e do Estado), a criação e desenvolvimento do monstro, entre outras. Igualmente fundamental para quem desejar ter umas luzes sobre que caminho seguir para a mudança.

 

A obra do Prof. António Nogueira Leite com o jornalista Paulo Ferreira foi apresentada ao final da tarde e foi no regresso ao Porto que tive a oportunidade de ler, muito por alto, algumas partes. Por isso, em breve volto ao tema.

 

Um livro de leitura obrigatória.

 

 

(Igualmente publicado AQUI)

Fora da estante (2)

 

 

Não se deve julgar um livro pela capa. Ou deve? A resposta é: não se deve julgar um livro só pela capa. Mas também pela capa. A capa é a primeira página de um livro. Traduz o livro. E distingue-o de todos os outros de conteúdo igual. Quando escolho um livro aprecio a capa. Inevitável. Incomoda-me levá-lo se ela é feia, mesmo sabendo que a infeliz não tem culpa. Vem isto a propósito da curiosa exposição Zoom in/Zoom out, da obra do designer António Garcia (no MUDE, até 4 de Julho). Numa vitrina deparo-me com este «Cristo Recrucificado», de Nikos Kazantzaki (Ulisseia, 1957). Foi desenhado por António Garcia. Noutra vejo «O Americano Tranquilo», Graham Green (Ulisseia, 1968). Desenhado por António Garcia. E, assim, fui revendo George Orwell, Lawrence Durrell, Somerset Maugham, William Faulkner, Máximo Gorky, Norman Mailer… Capas que ainda duram, como os livros da série literária da Ulisseia que ainda estão na estante lá de casa. Foi por elas, também, que li alguns deles.

Sobre design gráfico de capas ver The Book Cover Archive.

Duas poesias

Por definição, os bons poemas são praticamente impossíveis de traduzir.

Mesmo em línguas que dominamos minimamente, as subtilezas da poesia perdem-se.´

É todo um universo inatingível.

Mas coloco aqui dois exemplos:

O primeiro é do poeta britânico W. H. Auden (1907-1973). This is the Night Mail foi escrito para um pequeno filme documentário encomendado pelos correios britânicos em 1936. A música é de Benjamin Britten e o poema em estilo realista é lido pelo próprio Auden. Ouçam o espectacular ritmo da leitura:

 

É belíssimo. Não tenho uma tradução portuguesa, por isso deixo o original:

 

This is the Night Mail crossing the border,
Bringing the cheque and the postal order,
Letters for the rich, letters for the poor,
The shop at the corner and the girl next door.
Pulling up Beattock, a steady climb:
The gradient's against her, but she's on time.

 

Thro' sparse counties she rampages,
Her driver's eye upon the gauges.
Panting up past lonely farms
Fed by the fireman's restless arms.
Striding forward along the rails
Thro' southern uplands with northern mails. Winding up the valley to the watershed,
Thro' the heather and the weather and the dawn overhead.
Past cotton-grass and moorland boulder
Shovelling white steam over her shoulder,
Snorting noisily as she passes
Silent miles of wind-bent grasses.
Birds turn their heads as she approaches,
Stare from the bushes at her blank-faced coaches.
Sheepdogs cannot turn her course;
They slumber on with paws across.
In the farm she passes no one wakes,
But a jug in the bedroom gently shakes.

 

Dawn freshens, the climb is done.
Down towards Glasgow she descends
Towards the steam tugs yelping down the glade of cranes,
Towards the fields of apparatus, the furnaces
Set on the dark plain like gigantic chessmen.
All Scotland waits for her:
In the dark glens, beside the pale-green sea lochs
Men long for news.

 

Letters of thanks, letters from banks,
Letters of joy from the girl and the boy,
Receipted bills and invitations
To inspect new stock or visit relations,
And applications for situations
And timid lovers' declarations
And gossip, gossip from all the nations,
News circumstantial, news financial,
Letters with holiday snaps to enlarge in,
Letters with faces scrawled in the margin,
Letters from uncles, cousins, and aunts,
Letters to Scotland from the South of France,
Letters of condolence to Highlands and Lowlands
Notes from overseas to Hebrides
Written on paper of every hue,
The pink, the violet, the white and the blue,
The chatty, the catty, the boring, adoring,
The cold and official and the heart's outpouring,
Clever, stupid, short and long,


The typed and the printed and the spelt all wrong.

Thousands are still asleep
Dreaming of terrifying monsters,
Or of friendly tea beside the band at Cranston's or Crawford's:
Asleep in working Glasgow, asleep in well-set Edinburgh,
Asleep in granite Aberdeen,
They continue their dreams,
And shall wake soon and long for letters,
And none will hear the postman's knock
Without a quickening of the heart,
For who can bear to feel himself forgotten

 

 

O segundo exemplo é de um poema brutal do húngaro Atilla József (1905-1937). A obra é vasta, com poemas fortíssimos onde não cabe o sofrível, e o poeta morreu aos 32 anos, atropelado por um comboio. Era esquizofrénico e a sua morte pode ter sido acidental. József sofria de alucinações  e ansiedade.

Acho que este poeta é comparável a Fernando Pessoa. Não me refiro aos heterónimos nem à sensibilidade, mas tem o mesmo estilo muito visual. Atilla József é claramente um expressionista que captou toda a loucura assassina da sua época.

Veja-se esta leitura de António Banderas, de uma tradução espanhola de Um Coração Puro, num péssimo programa da TV húngara (tentem ignorar o início do vídeo, que tem má qualidade, e ouçam apenas o actor):

 

Existe uma tradução portuguesa de Com Coração Puro, de Ernesto Rodrigues.

 

Não tenho pai nem mãe

nem Deus, nem pátria, nem

um berço, e nem mortalha,

nem beijos e nem amada.

 

Há três dias que não toco

em comida, muito ou pouco.

Meus vinte anos são poder,

meus vinte anos vou vender.

 

Se não precisam de mim,

o diabo compra, enfim.

Com coração puro assalto,

se preciso, também mato.

 

Sou preso e enforcar-me vão,

fechar-me em sagrado chão;

erva mortal vai subindo

sobre o meu coração lindo.

 

Este poema foi considerado subversivo e valeu a József a expulsão da Universidade de Szeged, em 1925. A nossa língua não permite imitar a rudeza bárbara do original húngaro. A musicalidade dessa língua não indo-europeia é ideal para as terríveis ideias do impressionante poema, que parece resumir a incompreensível tragédia do século XX.

 

 

   

Fora da estante (1)

O mistério das personagens

Muitos autores afirmam que um dos aspectos mais difíceis na arte da escrita de ficção é a construção de personagens. Por vezes, um escritor consegue inventar uma figura que dura décadas e atravessa as gerações, mas o mecanismo dessa criação continua a ser um mistério. O que faz funcionar certas personagens? Sherlock Holmes, por exemplo, de Arthur Conan Doyle, que é inverosímil; ou Rodion Roskolnikov, de Fiodor Dostoievski, em quem acreditamos completamente? E porque razão Constance Chatterley não é credível e não funciona, mas Emma Bovary faz mover a nossa imaginação?
A questão sempre me fascinou. O grande romancista britânico E. M. Forster, em Aspects of the Novel, dedica dois capítulos ao tema. Sendo um livro bem interessante sobre outras facetas da escrita, nesta parte das personagens parece patinar. Forster fala na vida secreta das figuras literárias e divide-as em planas e redondas, em bi e tri-dimensionais, dando exemplos de planos (o senhor Pickwick, de Dickens) e de redondos (nos romances de Jane Austen). Na literatura portuguesa, uma personagem plana seria Palma Cavalão de Os Maias, por quem tenho estima especial; um redondo, o padre Amaro do mesmo Eça, cujas complexidades tornam muito mais difícil uma definição clara.

Haveria muito a dizer sobre a vida secreta das personagens. No fundo, parece-me, esta é a parte da biografia que o leitor imagina, portanto contaminada pelas vivências do leitor, não controlada pelo autor. Talvez seja aqui que surge a identificação.

 

Apesar de tudo, a explicação de Forster parece insuficiente, sobretudo para personagens planas que, por qualquer razão enigmática, transcenderam os seus livros, transformando-se em representações mais vastas, por vezes de povos inteiros. O grande Sancho Pança, por exemplo, ou o bravo soldado Svejk (na imagem). Toda a gente tem um pouco da pragmática personagem de Cervantes e todos os que passaram por instituições autoritárias ou por conflitos absurdos compreendem a figura criada por Jaroslav Hasek, que anda pelo teatro, a ópera, o cinema. Aparentemente, estas duas personagens exemplares vão muito além do que efectivamente foi escrito pelos seus criadores. Elas têm extensões quase infinitas no imaginário.
O Bravo Soldado Svejk é um livro satírico, publicado em 1923, após a morte do autor checo, que falecera de tuberculose aos 39 anos. A estupidez da guerra e a futilidade dos sistemas de opressão, a crítica feroz do império austro-húngaro, tornam-se evidentes pelas acções desta personagem, que nunca percebemos se é um bronco com azar ou um hábil lunático empenhado na resistência passiva.
Este humor peculiar sobreviveu a todas as vicissitudes políticas na Europa Central e julgo que o espírito do soldado Svejk ajudou a derrubar o regime comunista (ironicamente, Hasek era um socialista convicto). Na fase terminal do regime na Checoslováquia, as pessoas usavam o humor e a caricatura para desmontarem o absurdo do sistema e fingiam acreditar nas regras mais idiotas, tal como o apalhaçado soldado, que é sempre quem faz os melhores discursos, antes de subverter a ordem militar.

Leitura de bolso (8)

Há muitos mitos sobre a literatura e um dos mais nocivos sustenta que os escritores são gente aborrecida, arrogante e sobranceira. Não passa de tolice, naturalmente. A minha experiência no maior encontro de escritores do país, o festival das Correntes d' Escritas, na Póvoa de Varzim, indica que os escritores são geralmente simpáticos, quase sempre tímidos e (num padrão estranho) dizem ter fraca memória, o que compensam com certa dose de fantasia.
Talvez seja sortilégio destes encontros. Há um ambiente democrático, onde escritores desconhecidos convivem com veteranos. Os leitores entusiasmam-se com a presença dos autores e falam com eles na rua. À mesa das refeições, formam-se animados grupos, não apenas de escritores, mas também de jornalistas e editores.
Na vida real, os escritores são geralmente divertidos, mas nas sessões públicas, onde todos querem brilhar, discutem-se sobretudo questões mais literárias. Apesar disso, as mesas de debate (pelo menos é assim na Póvoa) tornam-se por vezes quase despiques de humor.
Entre os convidados deste ano fui uma das excepções ao ambiente descontraído. No debate em que falei, estava tão aterrorizado que nem me lembro de ver as pessoas que enchiam a sala. Elas eram um borrão e esqueci-me por completo daquilo que disse no primeiro minuto da minha curta intervenção. Sei que debitei o meu lamento sobre a condição do amador e contei uma história que tentava sublinhar a importância das vivências e da realidade (ou das realidades) no trabalho da escrita.
Não tive presença de espírito para elaborar, mas gostaria de ter dito que a boa literatura anda ligada à sinceridade do autor. O jornalismo tem de ser factual e a literatura é por natureza imaginada. Mas em ambos os exercícios, que nisso são opostos, existe uma tentativa de perceber aquilo que nos rodeia, exigindo-se grande honestidade nas percepções. A arte é interpretação do mundo, dos seres humanos, e a literatura é um tentar perceber utilizando a emoção. Não pode ser isso apenas, naturalmente, inclui o delírio e o sonho, exige devoção e entrega, precisa de certa solidão, não pode existir sem paciência, sem trabalho tão prolongado como uma maratona, em oposição à brevidade efémera do jornalismo. Mas a meu ver soa sempre a falso a escrita demasiado técnica que finge sem sinceridade, sem que haja um fundo de verdade pessoal naquilo que se escreveu.
 
Um relato pessoal e divertido das Correntes d'Escritas 2010, por Manuel Jorge Marmelo.

Correntes d'Escritas

Estive na Correntes d'Escritas alguns dias, na Póvoa de Varzim, a ouvir falar sobre literatura, e agora tento este regresso difícil e preguiçoso à pobre blogosfera portuguesa. A mesma blogosfera onde os debates estão abaixo de cão e a crispação política é quase incompreensível. Para alguns, até parece que o País já não interessa para nada. Entretanto, a crise agrava-se. Na Póvoa, a maior multidão era a que ouvia os debates com escritores, mas a segunda maior juntava-se no centro de emprego, perto do hotel onde pernoitámos.

Tentarei escrever sobre as discussões e as brilhantes intervenções de vários escritores, sobretudo dos brasileiros Zuenir Ventura e Bernardo Carvalho, mas também de Manuel Silva Ramos, Paulo Moreiras, Mário Zambujal, Onésimo Teotónio de Almeida, Malangatana, Inês Pedrosa, valter hugo mãe e Germano de Almeida, entre outros. Destaque ainda para a belíssima poesia de Ana Luísa Amaral.

As Correntes d'Escritas são porventura o maior evento literário do país. Aprendi muito, a conversar com todos estes artistas, alguns deles amigos, como Rui Vieira, Manuel Jorge Marmelo, Luís Filipe Cristóvão, João Tordo, Francisco José Viegas, José Mário Silva, Sérgio Luís de Carvalho, Maria Teresa Horta, Ivo Machado ou Vergílio Alberto Vieira. Conheci o Pedro Vieira, o Hector Abad e o Eduardo Pitta (com pena de não ter falado com eles mais tempo), o professor Fernando JB Martinho, Paulo Kellerman e João Paulo Sousa (de quem, numa gaffe imperdoável, não me despedi). Inesquecíveis são também o Tiago Gomes e as encantadoras Leonor Xavier, Margarida Ferra e Tânia Ganho.

Enfim, queria aqui deixar um agradecimento público à Manuela Ribeiro e Francisco Guedes, que organizam o evento. E junto um link para um conto da minha autoria incluído na revista oficial do encontro.

Obrigado a todos.