Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Cruzada inesgotável

 

1. "Portugal é um país cada vez mais secular, com igrejas que a própria hierarquia reconheceu cada vez mais vazias." (11 de Maio)

 

2. "Alguém sabe quem é o comentador papal da RTP 1 que fala em coisas extraordinárias como 'mística pragmática'?" (11 de Maio)

 

3. "O abandono formal da Igreja Católica por parte de todos aqueles que não se revêem nela é importante e faz todo o sentido." (11 de Maio)

 

4. "Parece que subitamente o Estado português esqueceu a Constituição e a laicidade que consagra. Para além das extemporâneas tolerâncias de ponto decretadas pelo governo da República, a página do Ministério dos Negócios Estrangeiros designa a visita do chefe de Estado do Vaticano como «Visita Oficial e Apostólica de S.S. o Papa Bento XVI»." (12 de Maio)

 

5. "Para o Papa não há nem ordenamento justo da sociedade nem liberdade se não nos submetermos todos à «visão sábia» do Vaticano." (12 de Maio)

 

6. "Parece que a Igreja católica e alguns dos seus seguidores continuam a confundir laicidade com catolicismo." (12 de Maio)

 

7. "Para a Santa Sé a defesa dos direitos humanos restringe-se à defesa da religião e da mensagem religiosa, em detrimento de tudo o resto." (13 de Maio)

 

8. "Quanto custou esta visitinha?" (13 de Maio)

 

9. "Ratzinger quer ter para a Igreja não só a exclusividade da Fé como da Razão." (13 de Maio)

 

10. "O temor de um simples mortal." (14 de Maio)

 

11. "As alocuções que Bento XVI fez aos fiéis em Fátima são isso mesmo: alocuções aos fiéis feitas num espaço na Igreja e sobre as quais eu, não crente, não me pronuncio em matérias que apenas à fé diz respeito." (14 de Maio)

 

12. "Considerei curioso que o tema das conversas papais de hoje se debruçasse tanto sobre os pecados dos outros." (14 de Maio)

 

13. "Todas as intervenções do Papa foram marcadas pela habitual rejeição de um mundo moderno que se recusa a aceitar as suas propostas." (15 de Maio)

 

Palmira Silva, in Jugular

Ler os outros

«É bonito Teixeira dos Santos exortar os portugueses a reagirem, mas o toque a rebate é deslocado. O que está em causa não é “os portugueses”, mas o seu governo, que teima em tratar os assuntos europeus como se relevassem da política externa, ou seja, como se estivéssemos fora e não dentro da UE e da zona euro.

O que "os portugueses" têm que fazer é pressionar uma intervenção rápida nas instituições europeias. Não entendo, aliás, como é possível que o nosso governo não tenha aproveitado estes últimos meses para concertar posições com a Espanha, a Grécia, a Irlanda e a Itália (que, em conjunto, representam mais de 1/3 da população da zona euro).»

João Pinto e Castro, no Blogoexisto

Sinais

"A tentativa de compra da Media Capital pela PT deu um péssimo sinal. Como aliás parecia ser consensual aquando da alienação da Lusomundo, a separação entre plataformas e conteúdos ia no bom sentido. O súbito retrocesso estratégico anunciado antes do Verão não encontrou nenhuma explicação plausível, pelo que a ideia que ficou a pairar é que tudo se resumia a uma vontade indomável de controlar um grupo de media através de uma empresa com uma ‘golden share' pública. Aliás, se o objectivo era tão estratégico, não se chega a perceber por que razão, uma vez abortado o negócio com a PRISA, não procurou a PT encontrar outra alternativa no mercado."

Pedro Adão e Silva

 

"O formalista rejeita discutir o conteúdo por causa do modo como ele surgiu, isto é, lida com a divulgação recusando-se a comentar o que é divulgado. Mas esta posição é contraditória: não podemos responder a uma realidade negando a sua existência. Insistir na pureza da forma é um suicídio político."

João Galamba

Causa nossa

Ana Gomes, eurodeputada socialista, sem papas na língua:

«As escutas publicadas, extraidas do processo judicial "Face Oculta", podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta.
Nao é possivel - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA.
Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público.
É o Estado de direito democrático que pode estar em causa.»