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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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A Islândia e a "Chantagem dos 3%"

Os islandeses (...) cortaram na despesa sem destruir os serviços públicos de que se orgulham. Houve uma renegociação com o FMI, para garantirem o financiamento, mas, graças à posição firme que os islandeses demonstraram nas ruas e nas urnas, em condições bem diferentes das que aqui, na Irlanda e na Grécia foram aceites. Ou era isto ou a Islândia daria o exemplo ao Mundo de como mandar a dívida às malvas. (...)

 

Graças ao isolamento financeiro de que são alvo e das ameaças judiciais, é provável que os islandeses acabem por ceder. Mas em condições bem diferentes das que foram aceites pela Irlanda. Porque em vez de comer e calar estão a fazer um braço de ferro. Porque estão a medir forças numa negociação, não estão a aceitar imposições de quem se está nas tintas para a sobrevivência da sua economia. Também eles estavam e estão em estado de necessidade. Mas não aceitaram ser liquidados sem luta. Escreve Daniel Oliveira aqui (sublinhados meus).

 

E a verdade é que a Islândia é um país ainda mais pequeno (população e PIB) do que o nosso. Ora vejam lá se eles amocham perantes as inglaterras e as holandas? A subservienciazinha e o complexo de inferioridade portugueses não são pois uma fatalidade.

 

Aprendamos então com os islandeses: a posição negocial portuguesa deve ser esta: ou emprestam-nos a três por cento (quatro no máximo dos máximos) ou entramos em default ou reestruturação (ler aqui).

 

Para que a "chantagem dos três por cento" funcione, só uma condição é necessária: é os portugueses deixarem de uma vez por todas de se considerarem inferiores aos outros.

 

A condição suficiente é que as instituições comunitárias e o FMI compreendam que o modo de "ajudar" a Grécia e Portugal, emprestando a taxas de juro inconsistentes, vai recair negativamente sobre a própria Europa

 

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