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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Declaração política do próprio, sem imagens nem rendilhados

Na senda do criticismo de alguns companheiros aqui do Albergue que, sendo militantes partidários, aqui vêm criticar corajosamente a respectiva liderança, resolvi emitir uma declaração em dez actos que vai fazer zangar alguns, mas que se justifica porque não me deixam ser militante de uma causa. Apesar de já a ter tentado frustradamente. Por duas vezes. Eis a revolta:

 

Acto I - Há uma coisa que consegue ligar Sócrates, Portas, Passos, Louçã, Jerónimo e Cavaco: nenhum deles é liberal.

 

Acto II: Há uma coisa que une todos os primeiros países mais humanamente desenvolvidos do mundo: são produto da civilização liberal.

 

Acto III: Há uma coisa que, de há muito, devia ser tentada em Portugal: deixarmos de considerar o liberal como pecado.

 

Acto IV: Quem constituiu o Estado contemporâneo em Portugal foram os que também conquistaram a liberdade: os liberais. Viva Mouzinho da Silveira.

 

Acto V: Quem trouxe o "Welfare State", sustentado e realizado, à Europa foi precisamente um liberal, Beveridge. Não foram os leninistas, os trotskistas, os estalinistas e os maoístas.

 

Acto VI: Ainda bem que, depois, os socialistas se liberalizaram e o assumiram, sobretudo quando passaram a anticomunistas.

 

Acto VII: Ainda bem que os cristãos se democratizaram, sobretudo depois da Rerum Novarum de 1891.

 

Acto VIII: Ainda bem que democratas-cristãos, sociais-democratas e liberais se aliaram contra o nazi-fascismo, os autoritarismos e os comunismos, e que os "tories" se aliaram aos "whigs".

 

Acto IX: Ainda bem que os comunistas e a esquerda revolucionária, bem como alguns neofascistas da Europa se submetem à regras do jogo demoliberal.

 

Acto X: Infelizmente, em Portugal, continuamos atrasados. Os resultados confirmam-no. Assinado por um liberal que, para poder ser velho-liberal, tem de ser neoliberal. Como Hayek, como Ropke, como Mises, como Popper. Tenho orgulho. Dá bem melhores resultados.

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