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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Arre!

 

Eu sou passageiro ferroviário da Linha de Cascais. Sou, mas não tarda deixarei de ser. Não por causa das greves recentes sem objectivos nem juízo, mesmo que me perturbem os dias, mas devido ao estado caótico em que se encontram as estações e os meios de acesso aos comboios.

Alguém - cujo nome gostaria de conhecer para poder insultá-lo no devido vernáculo - decidiu um dia que a CP deveria contratar um sistema de acesso e bilhética. Essa decisão iluminada levou ao encerramento de bilheteiras e a despedimentos, para além dos custos com a instalação do equipamento de entrada e saída nas plataformas e das máquinas de bilhetes, não esquecendo as outras cretinas maquinetas que validam finalmente os cartões. Mas tudo bem. Façamos de conta que o investimento inicial até fez sentido numa óptica de gestão, optimização dos serviços, razão custo-benefício e assim...

Sucede que, como já demostrava a Joana o ano passado só tendo piorado desde então, qualquer tentativa de aceder a um comboio é uma tarefa que desafiaria a paciência do próprio Dalai Lama. As máquinas de bilhetes ou estão destruídas ou inoperacionais, os validadores idem e as bilheteiras nem por isso abrem como alternativa. Para agravar a coisa, os revisores insistem em culpar as pessoas pela ausência de manutenção e o descalabro do sistema existente, ignorando na sua maioria as explicações dos desgraçados utentes, clientes, ou lá como se chamam agora os passageiros. 

Estamos a falar de uma das principais formas de acesso à capital, caraças! Quem são os gajos que deviam tratar da manutenção e não tratam? Quem é o responsável deste caos e por que razão parece nitidamente estar-se nas tintas? Como maldição, desejo-lhe que passe um Verão ardente encerrado sem ar condicionado num cubículo atrofiante. Chiça! Se não têm dinheiro para manter o sistema como deve ser, há bom remédio: Desmantelem essa treta e abram as bilheteiras como antigamente. Quem não pode ser moderno não lhe veste a pele. 

 

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