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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

A cidadania chegou à política

 

Em dia de congresso do Partido Socialista, José Sócrates tentou marcar a agenda com chavões, recorrendo a um discurso eleitoralista e vitimizado, que marca o compasso da música que será utilizada até ao final da campanha. De debate no seio do PS nada se viu neste congresso, os rostos da oposição interna não se levantaram e o discurso de culto do líder mais uma vez feriu de morte um partido moribundo, agarrado a um poder que mais cedo ou mais tarde sabe que terá de largar. É pena ver o partido onde militei (não escondo este facto de ninguém) neste estado.

 

No nosso Portugal, as nossas finanças estão más, a nossa auto-estima ainda mais e a nossa classe política é olhada com desconfiança por parte dos eleitores. Nos últimos seis anos, tivemos um governo socialista que não conseguiu enfrentar os desafios que lhe foram propostos e um PSD que passou por cinco líderes, perdido em guerras internas e incapaz de fazer frente a José Sócrates.


Felizmente surgiu Passos Coelho. Que conseguiu mobilizar o PSD e que enfrenta agora o seu maior desafio: mobilizar a sociedade civil. Chegar às elites descontentes com o estado a que o país chegou e ao povo que não está disposto a fazer sacrifícios a qualquer custo e de qualquer maneira. Para isso, não lhe chega ter o apoio do seu partido. Precisa de novos rostos vindos das universidades, do associativismo, da cultura e da economia.

 

Por este motivo, fiquei contente por saber que Fernando Nobre encabeçará a lista do PSD pelo círculo de Lisboa, sendo muito provavelmente o rosto a apontar pelo PSD à presidência da Assembleia da República.

 

Votei Fernando Nobre e participei tanto quanto pude na sua campanha, muito antes das presidenciais tive o privilégio de trabalhar com ele no Instituto de Democracia Portuguesa e em todos estes momentos aprendi a admirá-lo e a tê-lo como um exemplo de um homem que foi para a política para servir o seu país e não parar servir-se a si e a quem o acompanha. Com este gesto, Pedro Passos Coelho deu um sinal de que quer realmente unir em vez de dividir, chamando a a sociedade civil para junto do seu projecto, com a esperança de governar muito para além do seu partido. Já Fernando Nobre deu um sinal de que o movimento que iniciou nas presidenciais é para continuar e que a cidadania terá finalmente lugar nos órgãos decisórios da política nacional. Bem-haja aos dois!

 

PS - Já agora um obrigado a todos por me acolherem neste Albergue!

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