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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Uma negociação a duas velocidades

 

Diz o Pedro Santos Guerreiro na sua página do facebook que os jornalistas que desembarcam em Portugal e com quem contacta têm "uma imagem cruel de Portugal". E menciona como exemplo uma conversa que teve com Raphael Minder do New York Times. Raphael, ao que parece, é um entre vários dos que necessitam de um crash course em política nacional ou de um "Portugal for Dummies", que os ajude a descodificar o que se passa junto dos seus leitores. 

Ao contrário do Pedro, não entendo qual seja a dificuldade de os fazer entender quem é o interlocutor institucional junto do FEEF, nem o spinning dos que se recusam a encarar uma negociação em duas etapas. Na primeira delas, o interlocutor é o Governo e só a ele cabe explicar porque razão é necessária uma tranche como ajuda de emergência intercalar, poucos dias depois de Sócrates a negar a pés juntos. Como todos entendem desde que tenham dois dedos de testa para fazer contas sem precisar de calculadora, esta ajuda de emergência seria necessária fosse o último PEC aprovado ou não. 

Entretanto, teremos eleições. E não cabe a este Governo em gestão envolver-se numa negociação que extravase para além do horizonte de 5 de Junho. A partir daí, essa função pertencerá obviamente ao partido que sairá vencedor nas urnas e ao líder eleito Primeiro-ministro. Existem, pois, dois interlocutores. Não o aceitar é um acto de recusa do nosso processo democrático. Afinal, mais vale sofrer de pé do que pedir de joelhos.