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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Tenham medo, muito medo

O discurso de José Sócrates no congresso do PS, esta noite em Matosinhos, foi uma autêntica prova de vida política. E o ainda primeiro não passou no teste. Sócrates fez um exercício, algo inglório, para parecer que estava a falar a sério e que as pessoas deviam acreditar no que dizia: "Eu não tenho medo das eleições", chegou a dizer, esquecendo-se que ele pode estar a querer enganar o seu próprio subconsciente, só que os portugueses já não lhe perdoam. Seis anos de promessas não cumpridas, que deram no que deram, com a inevitável entrada do FMI para pôr a ordem na casa que este homem desgovernou.
 
Foi um primeiro-ministro em campanha eleitoral que apareceu em Matosinhos. Em campanha e sem programa próprio. Contra um PSD alegadamente mais liberal, Sócrates apresenta-se sem uma ideia de como vai negociar a ajuda externa. A campanha que vem aí baseia-se no susto. Sócrates até ousou 'plagiar' Cavaco Silva nas presidenciais, quando disse que "este não é um tempo para experiências" ou "aventuras", numa referência a Passos Coelho. Cavaco usou estas palavras para nos alertar do perigo de ter um Manuel Alegre em Belém, Sócrates pensa poder fazer o mesmo com Passos, iludindo-se a si mesmo: quem os portugueses querem castigar? Quem nos levou a este beco sem saída em seis anos ou quem quer tentar remediar a situação calamitosa? Sócrates pode dizer que não tem medo de eleições, mas os portugueses têm medo, muito medo, que ele não se vá embora a seguir ao dia 5 de Junho.

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