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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Pela democratização desta falsa ditadura das finanças, pretensamente sem dor

 

Degradação, ausência de confiança recíproca, momento crítico, situação extremamente grave, agravamento, crise, crispação. Presidente certifica. Mas quase em simultâneo, o ministro das finanças usa o pretérito louvaminheiro e sacode a água do pacote. O Estado não é ele. E nem ele devia ser o governo. O registo notarial da atitude foi patente. Temos de ir além.

 

Os actores políticos já começaram a falar. Quase todos no mais do mesmo. E alguns exageram quando se notam flagrantes distâncias entre aquilo que dizem em propaganda e aquilo que, pela atitude, mostram pensar. Não faltam sequer os que ainda se julgam em reunião do Conselho de Estado, bem como os tradicionais cobardes que se disciplinam apenas para que os chefe os volte a escolher.

 

Depois de um discurso institucionalmente correcto, típico da autolimitação de um presidente feito previsibilidade, o que é menos mau do que emenda sidonista, não estranho a cobardia de certos políticos profissionais, presos nas teias neofeudais do carreirismo. Até a prometida coragem de há dias deu lugar a descarados servilismos. Preferem torcer a quebrar e merecem adequado desprezo.

 

Segundo o ministro das finanças, agora, só o presidente da república tem legitimidade para comprometer o país. Palavras para quê? Por isso é que ele se esqueceu disso, nem sequer o informando, quando fez um acordo com as chamadas autoridades europeias. Chega de contradições!

 

A falsa lógica de ditadura das finanças sem dor, de quem se gaba de poder pegar no telefone e falar directamente ao senhor Trichet, pode ser resiliente, mas esquece que o poder tecnocrático e a negociação de política externa estão totalmente dependentes do pluralismo institucional com que configurámos a democracia. Ponto final. Já chega!

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