Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Governos de quase unidade nacional e amnésia sobre justiça e moral austera

 

O meu amigo João Soares, em momentos de crise, vira monárquico... Na SICN, esta noite, foram só invocações da mãe da dinastia de Bragança, D. Luiza de Gusmão, e do meu querido Duque de Coimbra, o infante D. Pedro. Gosto muito desta ética republicana supra-regimes e nacional. Pena que seja de um político profissional, fiel à disciplina partidária, a fazer o jeito ao chefe. Cumpre o seu dever. E nós, o nosso, de o criticar com galhardia.

 

Apenas se esquece de Mário Soares e Almeida Santos, que, neste regime, foram dois políticos que activaram razoáveis governos de quase unidade nacional, com os seis provisórios, um de acordo PS/CDS, por causa do FMI, e outro de Bloco Central, porque o PS não obteve a maioria absoluta e se tinha precavido, com um acordo de honra, pré-eleitoral, com o PSD de Mota Pinto.

 

Mário Soares, coadjuvado por Almeida Santos, os dois, antes de serem senadores, foram melhores que Afonso Costa, na laica união sagrada que não foi aprovada por Brito Camacho e não mobilizou metade do país, os monárquicos, e Cunha Leal, depois da Noite Sangrenta, os dois na I República, e que os governos de João Crisóstomo e Dias Ferreira, no crepúsculo do rotativismo, na monarquia liberal. Por mim, gostei mais do de D. Pedro, regente da filha, D. Maria II. Com Mouzinho da Silveira. Pelo menos este, quando abandonou o governo da regência, ainda no Porto, deixou este conselho ao respectivo sucessor: se cuidas que a popularidade é coisa diferente da justiça e da moral austera te enganas...

2 comentários

Comentar post