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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Para que haja eleições "fair and free". Que venham observadores eleitorais moderadores, imediatamente!

 

1

A agenda não escondida do situacionismo, sem ideias vagas e com toda a responsabilidade política, num país rendido ao aparelho de poder que a si mesmo se decreta como o monopólio do interesse de Portugal. Quem paga, come e cala, como é costume.

 

2

Depois, a oposição é que tem ideias vagas e irresponsabilidade política. Neste simples diploma que não é barafunda nem cambalhota, criamos uma verdadeira trincheira na Europa contra a invasão do FMI, por acaso dirigido por um camarada da Internacional Socialista, porque o PS nunca governou com o FMI (antes de agora não havia um verdadeiro PS...)

 

2

Se o nosso Primeiro-Ministro fez um ajuste directo com a pretensa chefe da Europa, é natural que os chamados concursos públicos entrem no "simplex" de um mais amplo ajuste directo, sobretudo quando um governo de gestão se transformou no principal palanque da campanha eleitoral, com diários tempos de antena de sucessivos ministros do pretenso partido-Estado! As clientelas aplaudem!

 

3

No Sporting, se vigorasse o regime "one man, one vote", o presidente Lopes não tinha sido eleito. O sistema censitário e gerontocrático, ao condicionar o sufrágio directo e universal pode ter equivalente, na corrida eleitoral geral da nação. Há muitas pressões no controlo da informação, na mentira e no financiamento das campanhas que deveriam ter, desde já, observadores eleitorais, para eleições "fair and free"!

 

4

Espero não dizer como Alexandre Herculano em 1843: "sofismam-se quase todas as leis salutares...aumenta-se a rede do funcionalismo estéril...não se faz uma só lei que não seja para interesse particular...o centro da agiotagem devora tudo...política de ineptos Machiaveis, de Talleyrands rançosos e caducos...um governo de conventículos, ...uma associação nauseabunda de estéreis ambições".

 

5

Continuo a dizer como Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque (na imagem), morto em combate na Patuleia: "o princípio único de toda a Política é a Moral. Finanças, interesses materiais, formas de Governo, tudo é adventício, tudo é subordinado a esse princípio único" (1843).

 

6

Não quero reconhecer como João de Lemos em 1844: "o dinheiro é sempre uma alavanca poderosa em toda a parte, mas num país empobrecido o dinheiro é tudo". Não quero "eleições sem eleição. Eleições verdadeiramente fabricadas nas trevas e para as trevas. Comédia, que seria para rir, se não fosse para chorar" (António Feliciano de Castilho em 1847).

 

7

Convém evitarmos a tentação cabralista! Apenas me recordo de alguns diplomas desse género "extraordinário" no tempo em que João Franco ensaiava a loucura do primado do executivo, que acabou por destruir o liberalismo monárquico. E temo que este excesso de principado nos faça regressar à esquizofrenia do cabralismo e da dificuldade que tivemos com o lancetamento de um abcesso, também com o apoio de certa balança da Europa que nem se importava de nos ordenar com o cesarismo... de um tipo que também tinha vindo da chamada esquerda! Foi no que deu elevar a ministros chefes de RGA do Clube dos Camilos... Eu não quero que o presidente seja Sidónio ou D. Carlos. Prefiro que ele seja moderador e desejo-lhe longa vida!

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