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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

"The times they are a-Changin" - Bob Dylan

Olá.

 

Boa noite.

 

Como estão todos? Espero que estejam já jantados. Eu comi ali uma série de bolas de golfe que me souberam que nem ginjas. A vidinha não está fácil e há que aproveitar as benesses que o Governo nos dá.

 

Este é o meu post de estreia. Seja então o de apresentação.

 

Ora então, quem sou eu?

 

Chamo-me Cátia Domingues, tenho 23 anos. Sim, sempre sofri um bocado com o meu nome, embora me dê uma certa vantagem para um dia em que queira abrir um cabeleireiro. Mas, enquanto esse dia não chega, vou construindo uma profissão na comunicação.

 

Fui convidada para escrever neste ilustre albergue, convite que aceitei de imediato, só depois pensando na responsabilidade que é. Sim, porque escrever num blogue individual sobre coisas, que é o caso do OneWomanShow, é diferente de escrever num blogue partilhado por pessoas que muito admiro, sobre Coisas com ‘Cê’ maiúsculo. A fasquia é alta e mantenho-me muito humilde. Não esperem textos escritos em politiquês, pois é um dialecto que aos poucos vou aprendendo, mas irei aproveitar este palco para escrever sobre Coisas que realmente me interessam. Sintam-se livres para discordar, como não podia deixar de ser.

 

Mas não comecem já a menosprezar. Mesmo pertencendo à ‘Geração Parva’, não entendam que sou parva. Considero-me activista daquilo que acredito. Consideram-me agitadora daquilo que não acreditam. Gosto da Luta e a Luta gosta de mim. E é sobre a minha perspectiva, às vezes mais virada para o lado esquerdo ou direito, que irei escrever, estando sempre de mente aberta para ouvir outros lados.

 

Irei escrever de forma laica, apartidária e pacífica (soa-vos a alguma coisa?).

 

Acredito que sim. A menos que estejam de momento a residir em Júpiter, e aí sim, nada vos dirá, portanto sigamos em frente·

 

Quando me digo activista e me assumo adepta da Luta é porque acredito sinceramente que há coisas que não se decidem ou mudam com eleições. Aliás, esse próprio direito democrático tem sido cada vez mais negligenciado e a Luta é por valores mais altos de casos que não deveriam lutar tanto para existir. Os motivos são vários e estamos cá nós para o discutir. Mas foi por todo este panorama actual que conhecemos, que me decidi a participar activamente no despertar de consciências cívicas. Mais, acordar as pessoas para a Rua. Porque ela existe. Porque o protesto é necessário, pois existe um grande descontentamento, e esse tem números e tem vozes e tem caras.

 

Dia 12 de Março de 2011.

 

Sobre isto já muito se escreveu. Antes. Depois. E como parte organizadora desse momento tão especial e histórico, como foi o dia 12, digo-vos que aconteceram e ainda acontecem muitos casos insólitos, coisas que se escrevem e se começam a escrever, desde o evento até às vidas pessoais dos fundadores. Situações que talvez mais tarde dedique algumas linhas, não para lavar roupa suja, mas para demonstrar que o protesto de dia 12 me deu muito calo em certos aspectos. (Descansem que não venho para aqui dizer o quão lindo e especial e avassalador e histórico foi. Já o fiz aqui.)

 

 

Despeço-me então com desejos de uma noite descansada e amanhã é quinta-feira, dia em que decorre o II Jantar do Bigode Agronómico. Para os interessados fiquem a saber que, no evento, será atribuído o prémio Bigode do Ano.

 

Nota: Este post foi escrito às 15h do dia 23 de Março para ser postado automaticamente às 21h do presente dia. Foi escrito antes do debate na AR, tendo sido, provavelmente o pior dia para publicar .

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