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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"Um Estado que governe"

 

O dia de ontem foi marcado por mais uma entrevista/interpretação oscarizável do nosso Primeiro-Ministro e pelo contundente discurso de Pedro Passos Coelho. Sem margem para dúvidas, ficou definitivamente evidente para todos o que já só não era claro para alguns: O Governo perdeu de vez qualquer confiança que o PSD ainda pudesse ter na sua capacidade de cumprir a palavra dada e atingir os objectivos antes negociados. Em suma, o Executivo vai cair em breve e voltaremos a ter eleições o que, não sendo o melhor dos cenários para um País constantemente chamado às urnas nos últimos tempos, é o único possível dadas as terríveis circunstâncias em que os Socialistas colocaram os Portugueses depois de - como recorda abaixo o Pedro Correia - lhes terem captado o voto com um chorrilho de promessas jamais cumpridas.  

No entanto, não devem os acontecimentos de ontem apagar um outro discurso que existiu antes do proferido por Passos Coelho e no mesmo local; Pedro Reis, o coordenador de "Voltar a Crescer", foi o autor de uma comunicação que definiu com clareza os contornos da ligação desejável entre o sector empresarial e o Estado, num retrato que não prescindiu de apontar caminhos nem da esperança em que os mesmos possam ser percorridos com celeridade, mas que tocou também naquilo que tem sido o enquistamento de uma Economia subsídio dependente.   

Tal como afirmou: "Todos sentem que estamos a viver um momento de verdade e de viragem: verdade porque estamos confrontados com os nossos próprios erros e com obstáculos complexos a que urge dar uma resposta sólida e estruturada; viragem porque somos obrigados a fazer já opções corajosas; não chegando mais apenas adiar o inadiável e negar as evidências; desta feita somos mesmo forçados a mudar de vida se queremos crescer e não apenas resistir, se queremos vencer e não apenas sobreviver".

Ouvidos 55 empresários que contribuíram com 365 sugestões, fica claro que nem todas elas serão viáveis ou terão lugar num programa eleitoral do PSD. Mas muitas outras indubitavelmente sim. E todas elas serão analisadas com a devida atenção, como também prometeu Pedro Passos Coelho. Nas palavras de Pedro Reis: "Nenhum deles (os empresários) pediu ou exigiu grandes projectos ou novos contratos ao Estado, nem sequer grandes adjudicações ou pequenos favores (aliás, é de assinalar que a maioria das medidas apresentadas nem sequer implica um esforço financeiro adicional do Estado): pediram apenas que o Estado mude de atitude, que faça a parte que lhe compete, e que “saia do caminho” no que pertence ou toca por natureza à economia privada; que não atrapalhe, que não corrompa nem seja corrompido, que não sugue a economia com mais impostos, que não seja mais parte do problema e que contribua para a solução colectiva. Defendem antes um Estado forte, respeitado e credível com suficiente autoridade para liberalizar, simplificar, estabilizar, limpar, dinamizar, regular, fiscalizar e supervisionar". 

"Numa palavra, que execute ou, digo eu, que governe".

 

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