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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Janus, o bonacheirão deus das transições e das passagens

 

Dizem que hoje é o nosso Janus. O deus dos começos, que tinha duas faces, ora para comemorar a aliança entre os romanos e sabrinos, ora para marcar o tempo, passado e futuro. Tinha, aliás, um templo em Roma, mas que só estava aberto ao público em tempo de guerra. Porque Janus é o guardião que abre e fecha as portas, vigiando as entradas e as saídas, porque olha para o exterior e para o interior, para a esquerda e para a direita, para cima e para baixo, dado que tanto está a favor como está contra. Prefiro repetir Duverger, em "Janus, les Deux Faces de l’Occident", de 1972, e dizer que a política tem as duas faces. À democracia liberal sucedeu uma tecnodemocracia, fundada em vastas organizações, complexas e hierarquizadas, com uma nova oligarquia que depende mais do Estado que na anterior ordem assente na concorrência de pequenas unidades autónomas.