Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

À espera de um milagre

Portugal seguiu ao longo destas últimas décadas um percurso sui generis: insuflou a economia com crédito fácil, utilizou-o sobretudo em consumo (muito do investimento contabilizado foi, de facto, simples despesa ou mesmo puro desperdício) e, qual doente dependente, não quis procurar a cura aos primeiros sinais da doença. Mesmo quando a sintomatologia já era inequívoca, aí por 2007-2008, encontrou razões para ignorar os sintomas e agravou a doença.

 

A doença – excesso de despesa, sobretudo pública – não parou de se agravar, ao ponto de depender hoje de um milagre. As dívidas acumuladas só serão devidamente honradas se conseguir simultaneamente curar a doença e encetar uma recuperação sustentável a tempo de quem pode ajudar acreditar que a salvação ainda é possível.

 

Acontece, porém, que só com a esperança proporcionada pela fé se pode esperar uma solução em tempo oportuno. Ou seja, só com um milagre, o doente pode escapar a um agravamento ainda maior da maleita que o tolhe e tolda as esperanças de recuperação. Mesmo fazendo os tratamentos prescritos (e parece que o doente por vezes apenas finge que toma a medicação adequada) o futuro, a hipótese de recuperação, já não depende dele. Depende sobretudo de eventuais novos remédios que possam milagrosamente surgir a 11 ou a 23 do corrente.

 

Na minha coluna do Correio da Manhã.

3 comentários

Comentar post