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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Liberdade, igualdade, fraternidade, ou de como, na prática, da imagem, sondagem e sacanagem, voltam o fado, o futebol e a fátima...

 

Liberdade, igualdade e fraternidade, ou de como, na prática, a teoria é outra, neste regime que se diz contra o fado, futebol e fátima, mas se enreda na imagem, sondagem e sacanagem.


Fraternidade é esta sociedade de porcos-espinhos, onde há 390 000 pessoas com mais de 65 anos em regime de multidão solitária, sem direito a vizinhança, por causa dos patos-bravos, dos gaioleiros e do financiamento partidário para o mais do mesmo, neste deserto de solidariedade.
Igualdade é a geração dita parva, mas que não devia ser rasca, promovida pela geração dos nostálgicos do Maio 68, esses que são os mais idosos dos ministros continuadores de Veiga Simão, onde apenas escolhem os que são escolhidos pela casta banco-universitária, a que planeia pretensas profissões, sem flexibilidade nem humanismo, mas com muita publicidade enganosa.


Liberdade é o sistema partidocrático mais reaccionário da Europa Ocidental, com dois idosos da continuidade sem evolução, sentados nas margens, com Louçã a copiar os "soundbytes" e o "agenda setting" de Portas, em sucessivas conspirações de avós e netos.


O PS é a consequência do situacionismo, até porque já esteve casado com o CDS (dantes, Basílio era ministro, agora é o alto-comissário para os investimentos) e com o PSD (o ex-presidente da distrital laranja é estrela dos estados gerais de Sócrates), com vários recrutamentos no PCP (Mendonça, Lino, Pina Moura, Vital) e sucessivas uniões de facto com o Bloco (o ex-partido dos directores-gerais de Guterres, até há pouco, em Alegre conjugação).


Resta o teleponto da governança sem governo em política externa, onde o ministro indiano, na ONU, até nem reparou que estava a ler o discurso de Luís Amado, porque o guião é escrito pela pilotagem automática dos donos do poder da globalização.


O sistema partidocrático mais imobilista da Europa, as fábricas do planeamentismo educativo, sem terras que voltem a ser a nossa aldeia, vai continuar a assistir a sucessivas aclamações de queridos líderes, hoje no CDS, amanhã no PS. Porque, tal como no salazarismo, decretaram que as abstenções contam como votos a favor, para que a democracia permaneça bloqueada pelo indiferentismo e pela corrupção, onde se elevam opositores à mesa do orçamento e cantam os Xutos e os Deolindas, antes de abrilhantarem as campanhas do situacionismo.


O bom e velho Estado a que chegámos continua a ter enormes segmentos de clandestina privatização, pelo clientelismo, pelo carreirismo e pelo corporativismo, incluindo a sociedade civil dita empresarial, plena de entidades de uma economia mística que, pela subsidiodependência, gosta de nacionalizar os prejuízos e de privatizar os lucros. Já estou cansado de anomia, sem alternativas de revolta, numa qualquer praça da libertação.

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