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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

"Deixar de fazer de conta" *

«O PSD evidenciou nos últimos quinze anos (para além da permanente e inconsequente balbúrdia interna) uma irremediável relutância em deixar entender um vislumbre de novidade face ao estado acamado das coisas deste regime. O PSD, antes de Passos Coelho, assumiu integralmente as vestes de partido fundador do sistema, confundindo-o, contudo, com um estranhíssimo dever de não consentir ou mesmo facilitar a sua evolução. Salvaguardando algumas (parcas) excepções, as lideranças que se foram sucedendo dificilmente se conseguiam fazer distinguir do PS. Se nos abstrairmos das idiossincrasias específicas que advêm da personalidade dos líderes, terá existido, de facto e em concreto, alguma diferença entre aquilo que António Guterres foi enquanto primeiro-ministro e o que Marcelo Rebelo de Sousa propunha nos três anos e tal em que foi líder da Oposição? E se exceptuarmos a Cimeira dos Açores e a posição quanto à Guerra do Iraque, seriam perceptíveis divergências assinaláveis entre aquilo que Durão Barroso confeccionou e o que Ferro Rodrigues teria cozinhado se alguma vez tivesse oportunidade? Basta relembrar que Barroso venceu as eleições de 2002 estribando-se na promessa do "choque fiscal" - para a incumprir, sem pestanejar, pouco tempo após ter tomado posse...

E, novamente, será que Marques Mendes (aquele que foi líder do PSD e não o que agora publica livros em que desmente quase tudo aquilo que defendeu quando foi poder e presidente laranja) ou Ferreira Leite (uma péssima ministra das finanças entre 2002 e 2004) teriam sido capazes de retirar o País da queda acentuada em que também o ajudaram a descambar?»

 

* Ontem, no Jornal de Notícias