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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Negação e acção

 

 

Portugal está a passar por momentos muito delicados que se prolongarão por muito tempo, essencialmente por culpa própria. Os quase 20 anos de disparate e procrastinação terão uma factura que se prolongará por toda esta década. As despesas das famílias na pretérita quadra natalícia são apenas mais um indicador de que, por cá, predomina um estado de abulia colectiva, fase subsequente ao estado de negação em que vivemos na década que agora acabou.

 

As instituições europeias vivem ainda na anterior fase de negação. Começam, porém, a dar os primeiros sinais de alguma acção. A negação começou quando os líderes da zona euro decidiram, na prática, aplicar com enorme suavidade o pacto de estabilidade e crescimento, sabendo que, ao fazê-lo, impediam a supervisão multilateral de actuar como substituto eficaz de um orçamento federal de grande dimensão. Ignoraram, assim, os propósitos dos arquitectos do euro e começaram a criar as condições para a crise actual.

 

Embora comecem da dar sinais de acção, fazem-no concomitantemente com outros, inerentes ao ainda não ultrapassado estado de negação. Em concreto, no caso português, vão dando cobertura ao irrealismo dos nossos governantes que continuam a esquecer a dívida pública não escriturada, que já chegará a mais de 30% do PIB (entre PPPs e Sector empresarial do Estado). Temo pelos resultados da acção com base neste persistente estado de negação.  

 

Sexta-feira, na minha coluna do Correio da Manhã.

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