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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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O regresso aos fenómenos, medidos em couves

 

Descobri o grande vencedor das eleições: a couve que cresce nas traseiras do quintal há cinco anos. E assisti ontem à conversa de um mediático arguido, para a nossa permanecente angústia, entre leis cheias de vírgulas e intermináveis manobras dilatórias. Quase vomitei de nojo.

 

Continuamos à espera de Colombo que fure o ovo do nosso enjoo. Viva a couve!

 

Depois, comprovei que o raio dos mercados ainda não perceberam que não vai haver segunda volta das presidenciais.

 

Espero que Oliveira Marques não tenha acertado na profecia, quando alertou, uns anos antes de falecer: «Portugal está condenado como nação, porque perdeu valores colectivos que definem um povo, uma sociedade, uma moral, uma política». Sinto muitas moscas em movimento e os habituais traidores em histeria, à procura do sangue da vingança.

 

Deveríamos voltar às três velhas fontes do direito que continham os excessos legiferantes: o costume (o do "tacitus consensus populi"), a jurisprudência (se traduzissem adequadamente "prudentia") e a doutrina (a não capturada por avenças e consultadorias e que fosse mesmo "pro bono"). O resto é chover no molhado.

 

Regime político não é o que se decreta, conforme a origem etimológica (vem de reger, onde reger tem a ver com rex). Na prática, a teoria é outra, não passa mera relação entre uma determinada comunidade e um determinado sistema de valores. Resulta de um plebiscito quotidiano. Logo, o que parece pode já não ser.

 

Quando o reger já é o sem rei nem lei e, à liberdade, todos, para cada um, lhe chamam sua, regenerar tem de ser refundar desde a raiz. Para o que esteja em cima rime com o que deve ser em baixo. Caso contrário, vai tudo ao fundo.

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