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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Partidos e candidatos encostados ao Estado

E assim se fazem campanhas eleitorais com o dinheiro de todos, porque sim. Vale a pena ler esta notícia aqui e, já agora, passo a PUB, também esta aqui.

 

O caminho mais fácil, e que tem vindo a ser feito pelos partidos, é o de se financiarem cada vez mais através de recursos estatais, actuação que lhes garante a sobrevivência, e muito para além disso. O que é compreensível: dá muito menos trabalho do que arrebanhar militantes, não exige justificações permanentes perante os apoiantes e é dinheiro certo que entra. O PCP, pela sua natureza, gere esta dependência de outra forma e será, porventura, o mais “independente” dos recursos públicos. Faz bem. Essa é uma “independência” que se traduz a outros níveis: políticos, ideológicos, programáticos, doutrinários, etc.

 

Os partidos com vocação para serem Governo deveriam compreender o seguinte: quanto mais encostados ao Estado, menos ligados à realidade; quanto mais a sua fonte de financiamento for estável e segura, maior distanciamento existirá em relação à sua base sócio-eleitoral de apoio. Aquilo que ganham em dinheiro e recursos, perdem em independência e genuinidade. A empresarialização dos partidos não é necessariamente má, excepto quando é feita à custa do dinheiro de todos.

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