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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Olhem que não, olhem que não

Como na altura assinalei, o discurso apaziguador de Manuela Ferreira Leite no recente debate do orçamento serviu de mote àqueles que querem apear José Sócrates sem abrirem caminho a Passos Coelho. O primeiro-ministro elogiou o discurso de Ferreira Leite, não percebendo que o futuro bloco central que muitos pretendem, no PS e no PSD, não o inclui a ele. Pacheco Pereira, ainda confinado ao papel de intérprete da ex-ministra das Finanças, deixou tudo mais claro na emissão de ontem da Quadratura do Círculo. "É necessário encontrar uma solução de estabilidade política até às próximas eleições para que as medidas do orçamento sejam aplicadas", declarou este antigo combatente contra o bloco central, recém-convertido aos consensos do centrão, a pretexto da "emergência" financeira.

Claro que essas eleições devem ser o mais tarde possível, sustenta Pacheco, com idêntica clareza: "É um crime, nesta altura, estar a pensar em eleições." Até porque "o País precisa de um certo abaixamento da conflitualidade política."

Invoca-se, para o efeito, o "interesse nacional". Mas o que está em causa é despejar Sócrates impedindo em simultâneo que Pedro Passos Coelho ascenda à chefia do Governo. Em óbvia sintonia com o Presidente da República, outro antigo combatente da guerra ao bloco central que hoje sonha ver transportado para Portugal o governo de 'grande coligação' existente na Áustria, a que daria a sua bênção iluminada e providencial. Sem Sócrates e também sem Passos.

Quadratura do círculo? Olhem que não, olhem que não.

 

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