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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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A Galinha e o Octávio Ribeiro

 

 

 

Os meus companheiros(as) de blogue já devem estar comigo pelos cabelos. É tão raro escrever sobre futebol, algo em que sou absolutamente isento, mas esta semana está a ser um fartote. A culpa não é minha. É do Hulk, do Villas-Boas, do Falcão e, hoje, do Octávio Ribeiro (Record).

 

O Director do Correio da Manhã (ou da manha segundo alguns amigos) escreve hoje no Record sobre o Porto – Benfica. Sobre a goleada? Não. Sobre a qualidade do jogo jogado pelo FCP? Também não. Sobre Jesus crucificado? Não, a Páscoa ainda demora. Sobre a amabilidade dos mais de 50 mil Dragões a cantar as boas-festas aos adeptos do adversário no final do jogo? Nicles. O Octávio Ribeiro preferiu falar, em especial, sobre uma galinha. O que move o Senhor Director e o obriga, segundo as suas palavras, a uma séria e profunda reflexão é uma galinha.

 

A história é simples: no início da segunda parte do derby, uma galinha não se conteve com a euforia e invadiu o terreno de jogo. Entusiasmada, correu para junto do Roberto (Guarda-redes do SLB) provavelmente para o cumprimentar, num acto de boa educação típico entre criador e criatura. Ora, o cronista do Record ficou espantado: “Como raio é que uma galinha pôde entrar no Estádio do Dragão? Como é que um ser vivo, volumoso, irrequieto, cacarejante, entra num estádio"?

 

Uma boa pergunta. Como é que um ser vivo volumoso entra num estádio? Sendo eu um ser vivo volumoso posso explicar: entra pela porta. Como é que um ser vivo irrequieto entra no Dragão? Sendo a minha filha um ser vivo irrequieto, eu explico: pela porta. Como é que um ser vivo cacarejante entra na melhor sala de espectáculos do país? Aqui a explicação é um pouco mais demorada. Depende. Se entrar sem fazer muito barulho e munida de bilhete, entra pela porta. Se, pelo contrário, tenta entrar aos berros, em grande excitação, cacarejando ou não, pode ser barrada a entrada. Aliás, no Estádio do Dragão, existem algumas regras: não se pode entrar com cães, não se pode filmar e em boa parte não se pode fumar. É omisso quanto a galináceos. Caso contrário, o Roberto teria tido algumas dificuldades no acesso a esta maravilhosa sala de espectáculos.

 

Será caso único? Não, em França, em Inglaterra, no País de Gales já eu vi galos a entrar dentro de estádios e a invadir o terreno de jogo – nem vale a pena recordar as inúmeras galinhas pretas – tanto no futebol como, por exemplo, no Rugby. Ora, neste tempo de igualdade de género, se o galo pode, a galinha também.

 

Por último, o Octávio Ribeiro levanta uma suspeita: será que estava combinado com a organização?

 

O quê? Não acredito que o Director de tão ilustre diário nacional duvide que a galinha tenha adquirido o respectivo bilhete para o jogo. Segundo boa fonte, a galinha ganhou o bilhete num sorteio do jornal Record. Acertou na resposta à pergunta: “Qual é o jornal desportivo diário anti-portista?”.

 

 

 

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