É a primeira vez que cá venho desde a última em que aqui estive
Gostaria de ter todo um racional que justificasse a minha participação em mais esta aventura. Mas não. Ainda por cima numa altura em que me sinto algo cansado da blogocoisa. Por mais que leia e que é cada vez menos, deparo-me (na maioria dos casos e salvaguardando as devidas excepções) com uma enjoativa oscilação, de lá para lá, entre pouca coisa e coisa nenhuma.
Os blogues deixaram de ser o que está a dar. Perdem progressivamente para o território amiguista de redes como o Facebook ou a acelerada taquicardia do Twitter, onde a actualidade do Mundo se discute ao segundo, sem fronteiras e num piscar do telemóvel.
Por outro lado, a criatividade e a discussão de assuntos fora da tradicional agenda mediática parecem ter-se de alguma forma dissolvido, com os jornais e os blogues mais umbilicalmente ligados nessa simbiótica relação de interesses que consiste no alavancar das audiências.
Cabe-me, pois, a narcísica presunção de poder ter algo de diferente, mesmo que seja pouco, a acrescentar a toda esta estática que nos rodeia e atravessa. Quando o dia termina, por vezes parece-me que o passei rodeado não de televisões e computadores, mas de micro-ondas, conteúdos que giram sem sair do lugar, comida pré-cozinhada para o paladar indiferente.
Há muitas coisas que têm de mudar. Gostava de falar aqui de algumas delas. A ver vamos o que sairá e se interessará a alguém. Não o garanto.