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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Intransigência injustificada

A situação económica de Portugal é dramática. Quem como eu vive da actividade privada bem conhece os constrangimentos que a falta de liquidez coloca às empresas. Não só o mercado interno evidencia as marcas de uma década de estagnação, como também a pressão dos credores internacionais – inteiramente justificada – dificulta as condições de funcionamento das empresas, pequenas e grandes.

 

Neste contexto, sou extremamente sensível aos constrangimentos que a economia, as finanças e o momento constitucional colocam a Portugal e ao processo de avaliação orçamental em curso. O orçamento para 2011, corolário dramático de um falhanço clamoroso da execução orçamental de 2009 e de 2010, não estimula o crescimento da economia e passa aos contribuintes, empresários e trabalhadores a pesadíssima factura da incompetência do governo e da sucessão de opções erradas que foi tomando.

 

É assim com enorme perplexidade e preocupação que assisto à situação, única no plano da União Europeia, de, num país em dificuldades, ter um governo minoritário que por 300 milhões, num orçamento de quase 80 000 milhões, resiste a negociar politicamente as condições necessárias à sobrevivência imediata do país. Mesmo após todos os erros e toda a teimosia, esta derradeira intransigência é absolutamente injustificada.

 

Hoje, na minha coluna do Correio da Manhã

 

PS: entretanto, após um pedagógico contacto com a Europa, os lobos de ontém tarnsformaram-se nos suplicantes cordeiros de hoje. Acredito que se tenha produzido o milagre da temperança. Haja fé!

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