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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Eduardo Catroga dixit

As razões do insucesso das negociações estão relacionadas, segundo Eduardo Catroga, com o facto de o Governo não ter aceite compensações pelo aumento da taxa do IVA para os 23 por cento. Existiu ainda "um ponto de divergência em termos da competitividade e do emprego", acrescentou o ex-ministro das Finanças.

 

Eduardo Catroga revelou ainda que convenceu Pedro passos Coelho a aceitar a subida do IVA a 23 por cento, mas que "o Governo foi insensível à argumentação", que defendia, entre vários aspectos, a descida da taxa social única, a manutenção do cabaz de produtos sujeitos às diferentes taxas de IVA e cortes adicionais na despesa.

 

Frases chave:

 

"É preciso que isto fique claro: nunca esteve em cima da mesa alterar o objectivo dos 4,6 por cento da meta orçamental com que o Governo se comprometeu para 2010 perante a União Europeia".

 

"Se nós analisarmos a estimativa da despesa corrente do Estado sem juros que estava na previsão feita em Julho com a previsão agora feita em Setembro chegamos à conclusão de que houve uma derrapagem superior a dois mil milhões de euros. As contas de 2010, aliás, ainda continuam em grande mistério, com uma grande opacidade"

 

"Nós salientámos que existe grande margem de cortes de despesa e que compete ao Governo, não compete ao partido da oposição, indicar medidas concretas sectoriais e por funções. Medidas concretas só quem tem o poder executivo concreto é que pode tomar e pode obrigar e pode definir em concreto. O que era importante era que o Governo reconhecesse que havia áreas de oportunidade redução de custos".

 

"A minha missão deixou de ter sentido em função da inflexibilidade do Governo".

 

"Aceitei esta missão porque a achava útil para o País, porque o PSD pareceu-me ter uma vontade genuína de chegar a um acordo".

 

"Não tinha dúvidas de que era um mau orçamento, em consequência das más políticas dos últimos anos e do grande buracão nas contas públicas".

 

"Até ontem, eu ainda achava possível um acordo, mas depois de estar aqui a secar quatro horas, tive um problema familiar e fui para casa. E hoje [Teixeira dos Santos] apresentou-me uma contra-proposta final, que não era passível de negociação. Sou obrigado a chegar à conclusão que, perante esta posição inflexível do Governo, a minha função deixou de fazer sentido".

 

"Era importante que o Governo admitisse os escândalos que existem em algumas categorias da despesa, designadamente nas despesas de consumo intermédio". Mas isso não aconteceu".

 

"Houve aqui uma diferença de filosofia: O Governo achava que não podia mexer mais na despesa, que estava tudo bem. Querem sacrificar cada vez mais as famílias, os funcionários públicos e as empresas, e não querem fazer o trabalho de casa, de cortar na despesa do Estado".

 

"Conclui-se agora que o Governo não quis alcançar um acordo por 0,25% do PIB"

 

 

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