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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Auto da Barca do Inferno - 14.º acto Da certeza

 

Estamos condenados a uma década de ajustamento doloroso, pois já somos hoje mais pobres mas ainda não o assumimos. Ao contrário de 1977 ou 1983, desta vez o processo será longo e muito mais doloroso. A morfina do euro que nos condenou por incúria de quem governou (ver com clareza o que estava em causa ainda antes do início do processo em Antonio Pinto Barbosa, António Barreto, Vitor Gaspar, ANL et al, o euro e a economia portuguesa, dom quixote, 1999) e a passividade geral, implicam agora um ajustamento muito duro, prolongado e sem quaisquer paliativos ou anestesias.

 

O recurso ao velho quadro de estabilização com autonomia monetária e cambial não é opção. Um país que têm um dívida externa bruta em moeda forte (o euro) de 3 vezes o seu PIB não pode dar-se ao luxo de, através de uma saída e imediata forte desvalorização de uma nova moeda nacional, resolver, ainda que temporariamente, o seu gravíssimo problema de competitividade internacional. Tal implicaria a ajuda internacional em termos que, ainda mais duramente do que agora, comprometeriam o que resta da nossa soberania económica.

 

Resta-nos, assim, um longo e duro ajustamento real, a começar de imediato. O principal responsável é o PS e os principais rostos dos erros são António Guterres e José Sócrates. Vale a pena querer fazer-lhes companhia? O mal está feito, agora há que apurar responsabilidades.

 

Fim deste Auto da Barca do Inferno. Em breve, começaremos outra peça.

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