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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Um grande Nobel

Apesar de Mario Vargas Llosa ser em cada ano o primeiro nome de qualquer lista sensata para esse prémio, parecia que o Nobel da Literatura lhe iria passar ao lado, como aliás aconteceu com tantos grandes escritores com quem a academia sueca embirrou, como por exemplo Jorge Luis Borges ou John dos Passos. Hoje, foi finalmente anunciado que o escritor peruano é o vencedor do Nobel da Literatura em 2010. Uma decisão muito justa.

O autor de romances como Conversa na Catedral, A Guerra no Fim do Mundo, A Festa do Chibo, Lituma nos Andes, Travessuras da Menina Má (os que li dele) é também ensaísta e contista, foi candidato presidencial peruano em 1990, derrotado por um presidente de má memória, Alberto Fujimori.

 

Vargas Llosa é porventura o autor vivo que melhor retratou a violência política dos nossos dias e a luta inglória pelas utopias. Ele denunciou os totalitarismos da esquerda e da direita e tornou-se incómodo. Para mim, é um escritor da liberdade, com imaginação fértil, personagens complexas, o gosto do comentário social. Tem sentido de humor, filigrana técnica e compreensão rara dos derrotados da história.

A escrita de Vargas Llosa é muitas vezes quase insuportável, devido à violência das situações, a dificuldade da redenção, o sofrimento das suas personagens ou ainda por causa dos excessos devassos. Mas existe uma elaborada sensualidade na sua prosa, na paisagem desmesurada, na exaltação humana, nos ímpetos da paixão que ele tão bem retrata.

Um texto mais completo aqui.

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