E lá vão saindo a conta-gotas, tentando a austeridade sem dor, as formas como o estadão nos vai à conta. A propaganda lá pinta de furto o clássico roubo, com muita música celestial e vistosos holofotes de tempo de antena, como nas defuntas chamadas conversas em família do mais do mesmo...
Ao mesmo tempo, o processo comemorativo em curso, para além de literatura de justificação do situacionismo e de fundamento subsidiológico para uma historiografia oficiosa, de quase livro único, revela a hipocrisia de não homenagearmos a coragem de insolentes como Machado Santos ou Paiva Couceiro...
Na prática, a teoria é outra: a clássica "pantouflage", como aquela de 84 de 115 governantes se passarem para a banca, conforme o que já Antero de Quental qualificava como casta banco-burocrática do devorismo. Resta acrescentar à lista os das reformas douradas que vão acrescentando acumulações, ou caçando subsídios privilegiados para o respectivo pecúlio. E muitos ainda se arvoram em paladinos da moralidade e da chamada ética republicana, como nas chefaturas dos primitivos actuais...