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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Pinto da Costa e o rotativismo

Visto de Lisboa, fiquei com a desagradável sensação de que, mais do que indignação, aquilo que provocaram em muita gente as famosas conversas de Pinto da Costa, postas a correr no Youtube, foi inveja. Não foi horror à corrupção, no caso desportiva, foi simplesmente pena de ela não ter ocorrido em proveito próprio. Afinal, não são aqueles que exultaram com a conquista da Taça Lucílio Baptista 2008/2009 que me vão convencer que julgam mesmo que comprar árbitros é pecado.

 

Uma das provas mais dolorosas da nossa menoridade - cívica, antes de ser democrática - é a nossa incapacidade de criar institutos e instituições erga omnes, de jogar jogo limpo, doa a quem doer: as reformas das leis eleitorais são sempre pensadas para conseguir mais deputados com menos votos, a informação televisiva é sempre manipulada (com mais ou menos sucesso) pela situação política do momento, etc. Rationale de Pinto da Costa para as suas infâmias: o domínio, verdadeiro ou suposto, exercido pelos clubes de Lisboa nas décadas anteriores, sobre as estruturas dirigentes do futebol português; argumento do socratismo para justificar (?) o caso do "Jornal Nacional" da TVI: então e o caso Marcelo Rebelo de Sousa durante o governo Santana Lopes?

 

Uma boa maneira de descrever a diferença de fundo que nos separa, digamos, de Inglaterra, será dizer que eu acredito na verdade desportiva da Premiership; na da nossa Liga, não.

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