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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Redes Sociais: dos alfinetes e dos elefantes

 

As Redes Sociais atingiram um ponto tal que hoje é impossível ser indiferente à sua influência e importância enquanto ferramenta de comunicação de massas. As Empresas, as Instituições Públicas e os Particulares utilizam-nas para os mais variados fins.

 

De quando em vez alguém se lembra de proibir ou limitar o acesso a estas ferramentas. A desculpa é sempre a mesma: os trabalhadores não trabalham pois andam entretidos nas redes sociais. Ontem não trabalhavam por causa do cigarrito ou da casa de banho ou do telemóvel ou por serem judeus, quiçá pretos, maybe ciganos e de certeza gays!

 

Nestas alturas lembro-me sempre do filme “Je vous salue, Marie” e da fantochada contra o dito via brigada dos bons costumes. Resultado, um filme fracote tornou-se um mega sucesso de bilheteira. Proibir o acesso às redes sociais, ao mais puro estilo Kim Il Sung, não é apenas uma estupidez, é um rematado disparate – se não entra pela porta, entra pela janela e aqui a janela tanto pode ser o telemóvel como o iPad ou um mero atalho digital criado para contornar a proibição.

 

Se o trabalhador tiver uma tarefa bem definida e um prazo para a executar e não cumprir, seja por culpa da rede social ou do telemóvel ou do calor, deverá responder pela sua falta de profissionalismo. Querer apontar o dedo a outros motivos é hilariante. Mais grave é quando o problema está no facto de não lhe terem sido atribuidos objectivos e/ou prazos para cumprir e por isso ter tempo para andar entretido noutras coisas

 

Pensar que o problema da produtividade se resolve com este tipo de medidas é querer implicar com os alfinetes enquanto os elefantes se passeiam livremente pela sala…

 

 

Adenda: escrito na minha hora de almoço que isto aqui está, felizmente, cheio de prazos e objectivos a cumprir. Ainda bem, para evitar morrer de tédio.

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