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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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O labirinto da direita

Não consigo compreender os comentadores de direita em Portugal. Eles sabem (e escrevem habitualmente) que o País enfrenta uma crise gravíssima e que as eventuais soluções para os problemas crescentes passam por reformas muito difíceis que o actual governo não quer e não pode lançar. A inércia, como escreve Miguel Morgado neste texto, é um "sinónimo de crise".

Miguel Morgado reage a um comentário de Vasco Pulido Valente, do qual há um excerto aqui. O autor de Cachimbo de Magritte é geralmente muito certeiro, mas neste post, do segundo parágrafo para o terceiro, entra em perfeita contradição. Cavaco Silva não vai dar o poder à direita (as direitas que refere são motivo de gargalhada) e, logo a seguir, inércia é igual a crise. Logo, Cavaco, quando for eleito, vai prolongar a inércia e, portanto, a crise. Daria para perguntar: então, porquê votar Cavaco Silva?

 

Esta legislatura leva um ano. Como poderia o País suportar mais três anos no labirinto? Um Presidente reeleito e sem mais problemas de reeleição, que conhece a situação melhor do que qualquer um de nós, ia impedir a chegada ao poder dos reformistas que podem fazer alguma coisa para mudar a situação? Ainda por cima, os seus apoiantes na reeleição? O raciocínio não faz qualquer sentido.   

Penso que alguns comentadores de direita têm de começar a definir-se. Ou querem José Sócrates ou não querem. Mas dêem a resposta com clareza. E se não querem o actual governo, expliquem como é que se sai do labirinto.

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