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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Da Oportunidade

Obviamente, não tenho nem a paciência ou pachorra nem tão pouco os meios do Abrantes para andar a espiolhar tudo o que todos dizem ou alguma vez disseram sobre tudo e mais alguma coisa incluindo o mexilhão das Caxinas e a sua influência nas papilas gustativas do polvo Paul.

 

Mesmo assim, atrevo-me a dizer que muita gente se precipitou nas análises à proposta, sublinho, proposta de revisão constitucional lançada pelo PSD. O Conselho Nacional do PSD permitiu esclarecer alguns pontos e, sobretudo, demonstrar a oportunidade de colocar o país a discutir o “estado social”.

 

Ontem, na RTP-N, tentei ouvir as opiniões da Joana Amaral Dias, do Emídio Rangel e do Carlos Amorim sobre o tema. Tentei, esforçando-me ao máximo mas não consegui: a Joana Amaral Dias estava absolutamente alterada. Atropelava o discurso dos outros parceiros de debate, opinava de forma irada e de repente pensei que estava a ver “O Dia Seguinte” e desisti. Ora, o problema da discussão, urgente e necessária ,das bases do “Estado Social” é a forma apaixonada e cega como alguns estão predispostos a abordar o tema.

 

O país não aguenta, financeiramente, continuar a dar tudo a todos sem discriminação positiva. Não é justo que a D. Maria, reformada com uma pensão de €450,00 pague o mesmo valor pelos serviços públicos de saúde pago pelo António, Técnico Superior, que aufere um vencimento de €1900,00 mensais. Este pode pagar um pouco mais para que a outra pague bastante menos. Aquilo que o PSD propõe é simples e de fácil compreensão: “Através de um serviço nacional de saúde universal e geral, não podendo, em caso algum, o acesso ser recusado por insuficiência de meios económicos” – proposta para o Art.64 nº2 (Saúde).

 

Não sendo um documento fechado mas antes uma proposta, não admira que possa sofrer alterações (como aconteceu ontem) e tendo de ser aprovado por uma maioria de 2/3, certamente terá de passar por uma negociação que vise adequar a todos os legítimos interesses das partes. Mas uma coisa é certa: o actual “Estado Social” terá de ser profundamente reformulado por um simples motivo: está falido. Completa e absolutamente. Mais oportuno que isto? Não conheço.

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