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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Filhos do S. João

 

Hoje fui jantar e passear com a família para as Fontainhas, esse generoso coração da minha cidade. O culpado pela decisão foi o Júlio Couto. Foi ele que roubou três clientes a um conhecido restaurante lá para as bandas do mítico “Campo do Lima”, esse pedaço de nação onde o meu Pai e o meu Avô aprenderam a amar o azul e a transmitir tal paixão às gerações seguintes portadoras dos seus genes.

 

 

O Júlio Couto é um “Senhor”, um grande senhor que invade as nossas casas só para nos contar histórias do Porto. Algumas almas da minha terra não gostam de falar sobre o Porto Canal, parece que os envergonha. Os mesmos que enchem a boca com a regionalização e as tradições deste cantinho mas depois desdenham os seus produtos. Fui dos primeiros a falar sobre o Porto Canal na blogosfera, ainda a coisa era uma criança recentemente nascida. Depois fiz um trabalho na universidade sobre o canal e mais tarde voltei a ele na blogosfera. Eu não me envergonho nada do Porto Canal, antes pelo contrário, tenho muito orgulho em o ter apoiado desde o início e com ele hoje colaborar.

 

 

Como em qualquer outra televisão nem tudo o que por lá surge é bom. Mas quem pode atirar pedras? A informação, os programas de debate e a maioria dos programas de entretenimento são muito bons. Principalmente para o seu público-alvo. Ora, o Júlio Couto é um exemplo da excelência do canal 13 da Zon.

 

 

Estive a ver o seu programa sobre a história do S. João e ao vê-lo percorrer as fontainhas fiquei a salivar. Mesmo sabendo que o verdadeiro prato desta festa é o anho e que as sardinhas são uma importação do S. António, pequei e fui comer sardinhas para as fontainhas – que o Júlio não saiba…Fui ver o Santo guardado pelos devotos, entreter a criança no carrossel e contar-lhe o que aprendi com o Júlio: que o S. João foi o Santo e feriado escolhido, por votação, pelo povo da nossa terra (caso único!) e que os martelos de plástico foram invenção recente numa festa do manjerico e do alho-porro. A miúda nem sabia o que era o alho-porro mas agora já sabe.

 

 

Só não a levei a saltar uma fogueira nem a participar nas rusgas de S. João (que a Porto Lazer procura revitalizar) nem beber um chá de cidreira, outra tradição são-joanina. Fica para mais tarde. Isso e explicar-lhe o porquê de o pai ser “filho” do S. João.

 

 

Sim, tal como o Júlio e replicando as suas palavras, boa parte dos nascidos em Março são filhos desta festa. Agora percebo a razão para gostar tanto do S. João e desta minha terra. Nem podia ser outra coisa…

 

Obrigado Júlio!

 

 

Esclarecimento - As fotos não são grande coisa mas existem atenuantes: o facto de terem sido tiradas através do telemóvel e depois de uma garrafa de maduro tinto. Se querem fotos de qualidade terão de ver as do Zé Magalhães, esse sim, percebe do assunto.

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