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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Ontem foi um belo e longo dia de começo de Verão, mas com alguma esquizofrenia...

 

Ontem foi um belo e longo dia de começo de Verão, desde o sete contra um zero à esquerda, às comemorações do solstício, preparando a festa do fogo joanino. Até tivemos daqueles Prós sem Contras, onde o Ângelo apareceu mais à esquerda do que o BSS (estava bem melhor do que naquele debate sobre a incineração de Souselas que elevou Sócrates a fenómeno, quando continuava a facturar coisa nenhuma, mesmo sendo guru de Porto Alegre que Lula não aproveitou, para bem do Lula e mal dos nossos ministérios de reformas sem ideia de Estado)... E lá estavam três socialistas, dois que o meteram na gaveta, e um social-democrata da ria, onde a foz acaba e a água não cheira a maresia..., de acordo com aquela perspectiva de banda larga do situacionismo que nos elevou aos amanhãs que já não cantam!


O Vitorino, em graçola proclamou que essa do Ministro da Reforma do Estado era por causa do Rui Pena do CDS... dando um tirinho nos pés, não apenas porque se esqueceu do Alberto Martins, como não reparou que o tal de Pena foi, depois, ministro da defesa de um tal Guterres, o do PS. E não houve até ninguém que lhe farpasse a verdade em directo.


Claro que nosso avoengo Mário, mesmo quando diz asneiras, é sempre fixe. E tem toda a legitimidade para, sentado no futuro, dizer que alguns empresários ainda são do passado. E metendo a colherada no futebol, acrescentou que agora até temos bom desporto... Só faltou o Eusébio! E os Magriços de 1966 que também eram do mesmo futuro!


Claro que o Mário tem razão quanto ao mar..., onde aprendeu, e bem, com o Mário Ruivo. Só faltou que apresentasse um candidato a presidente que fosse almirante do contra, em nome do despacho cem... Porque ali até estava um belo governo: Mário Soares, ministro das exportações; Vitorino, nas pescas; Ângelo, nas energias eólicas; e Boaventura, na pasta dos moinhos de marés! E o Sócrates bem podia ir para embaixador no Vaticano, com o êxito que teve o António Bernardo, o da costa cabral!


Apenas acrescento, como a Magda Montemor me escreveu, que o blush é um dos produtos da cosmética mais antigos. ... Neste caso, deve-se ter em conta que ao aplicar o blush a pele fica avermelhada, ... (li na Net)...

 

O nosso avô Mário, que todos respeitamos, eu, pelo menos, bem tentou que o PEC, não sei se o nº 1, o nº 2 ou o nº3, não se tornasse num PREC (de precário), como aquele que ele tão bem combateu, com a ajuda do amigo americano e o apoio do povo e do eleitorado! Mas exagerou quando disse que o Bloco Central está a ser mastigado no PS e no PSD... Ao que consta,  o Passos levantou-se logo do sofá..., mas não reparei se o telemóvel do Ângelo vibrou com a chamada do líder...Veio logo um intervalo que acabou por ser o fim e tudo continuou nos bastidores desta bela discussão sobre o futuro da Europa. Consta que, da próxima vai entrar o Freitas do Amaral, já que o Medina Carreira não será convidado para tal conclave de quase saldanhada!

 

Entretanto, ainda ontem, alguns blogues da direita, da ultramontana, isto é, da catolaica, isto é, instrumentalizadora de uma religião revelada para disfarçar a respectiva impotência, quase enforcavam Paulo Teixeira Pinto, porque este queria obrigar o PSD, na proposta de revisão constitucional, a restaurar a monarquia... hoje, tudo se desvaneceu com as palavras de Paulo...

 

Os direitistas presidencialistas que querem a hipocrisia de um extremismo republicanóide, mas com o subconsciente num Sidónio, com trejeitos de João Franco, apenas não têm a coragem de invocar Cavaco, nestas sucessivas emendas piores do que o próprio soneto inspirador. Ainda não repararam que acabou a campanha interna de eleições no PSD e atacam os flancos, com saudades do que aliás nunca houve...

 

Por mim, continuo a dizer, ao contrário do que cantarolam muitos monárquicos, que a expressão constitucional "forma republicana de governo" é o que de mais tradicionalista tem o texto mirandês que nos rege neste interregno. É uma das parcelas da lei fundamental que mais se aproxima das teses dos nossos repúblicos do século XVI, o "de republica gubernanda per regem", da aliança do poder real com as Cortes, conforme a terminologia de Paulo... Merêa!