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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

O nosso "ethos" é diferente:

Ele ainda não percebeu. Ainda não conseguiu perceber que aqui ninguém defende os métodos do corporações. Nem aqui nem em lado nenhum. Que já o Pacheco Pereira os denunciou há muito e outros antes dele o fizeram em inúmeros blogues. Aliás, ainda não percebeu que a questão de fundo que nos separa não é a crítica aos métodos e técnicas do corporações, matéria em que o CS é absolutamente cristão-novo quando comparado connosco.

 

A blogosfera, da direita à esquerda, clamava contra o corporações e o Carlos Santos nada. Antes pelo contrário. Por isso lhe custa a perceber algo que é, aparentemente, tão simples: aquilo que anda a denunciar já é requentado. Com uma diferença, ele alega e aparenta ter provas materiais. Tendo-as, deveria agir em conformidade. Se existem provas documentais de uso de dinheiros públicos e tráfego de influências em proveito partidário, justiça com elas.

 

O problema é outro: a forma como está a actuar faz lembrar o corno ressentido. Aqui reside o problema. O corno ressabiado é visto pelos outros como um coitado e quando clama contra aquele que o ofendeu perpassa por quem o ouve um sentimento de pena e, pior, começamos todos a dar um desconto. O que, no caso, é mau. Porém, eu não acredito que ele não tenha percebido. Pelo contrário, percebeu muito bem e por o ter percebido ficou furibundo. Agora quer dar a entender que quem crítica os seus métodos pactua com os processos usados pelo corporações. É um tiro ao lado pois esquece um pormenor “pormaior”: o nosso passado de denúncia. Sim, temos um passado que responde por nós, todos temos, o Carlos Santos idem e aqui está outra grande diferença.

 

Concluindo, o problema de Carlos Santos é não ter percebido que não se combate o corporações usando técnicas e métodos iguais ou piores, por muito que nos custe. Nós somos diferentes.

 

Adenda: Realmente, não é uma novela mexicana. É venezuelana...