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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Estado bipolar

O encontro de hoje que reuniu o primeiro-ministro e o líder da oposição é um sinal importante, perante a crise em que o País se encontra. O Governo vai antecipar medidas do PEC e o PSD promete colaborar. A estabilidade, os compromissos e a imagem externa de Portugal são, neste momento, mais importantes do que as querelas políticas baseadas no carácter do primeiro-ministro. Por isso, Pedro Passos Coelho fez bem ao assinalar as diferenças do novo PSD em relação a este PS. É nessa declaração que está a garantia de que não estamos perante um Bloco Central revisitado, mas fomos confrontados com uma situação de emergência nacional. Uma situação que, como frisaram Campos e Cunha ou Paulo Portas, seria o mote ideal para cancelar de imediato projectos como o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa. Este ponto também deverá ser sublinhado pelo PSD e em termos muito concretos.

 

Concordo com o Pedro, há um je ne sais quoi de bipolaridade política no meio disto tudo. Enquanto o líder do PSD, perante o desnorte do actual Governo, arregaça as mangas para ajudar no que for preciso, o grupo parlamentar que herdou da anterior direcção nacional continua apostado em desgastar José Sócrates por causa de um negócio fracassado e datado no tempo. É, sem dúvida, muito grave a possibilidade do primeiro-ministro ter faltado à verdade sobre o seu real conhecimento da matéria, só que isso neste momento não melhora a performance do País e só contribui para provocar uma crise política. Não evita o naufrágio, provoca-o. À mulher de César não basta ser séria, tem de parecer. Sócrates é passado, os casos todos em que se viu envolvido falam por si. A conclusão da comissão de inquérito ao negócio PT/TVI acabará por revelar-se pífia ao pé da gravidade da situação financeira do País. A ver vamos, pode ser que eu me engane.

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