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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Regresso à política

O discurso de Pedro Passos Coelho, no encerramento do congresso do PSD em Carcavelos, marca uma viragem na actualidade política nacional. O novo presidente social-democrata, com uma linguagem compreensível e clara para toda a gente, demonstrou que finalmente Portugal vai ter oposição ao Governo liderado por José Sócrates. Uma oposição que não será só feita pela extrema-esquerda ou pelo CDS de Paulo Portas.

 

Passos Coelho não quis entrar pelo caminho mais fácil, que é o do ataque pessoal a Sócrates. Isso é passado. Não é novidade para ninguém que o ainda primeiro-ministro está descredibilizado, mas, estando ele ferido de morte (política), o mais inteligente é surgir com um projecto alternativo. E isso começou a ser feito hoje.

 

O PSD quer precipitar a revisão da Constituição da República, que, segundo disse hoje o novo líder, deverá ser feita ainda antes das eleições presidenciais de Janeiro de 2011. Em resposta, Francisco Assis já garantiu que essa não é uma prioridade do PS. Se assim for, os socialistas irão ficar com o ónus de não querer mexer numa Constituição velha e marcada ideologicamente por outros tempos, outras vontades e outras realidades.

 

Depois, Passos Coelho anunciou a intenção de alterar as leis eleitorais, para aproximar eleitos e eleitores, o que também irá depender dos dois terços e do acordo com o PS. Se os cidadãos continuarem a achar que não se sentem representados pelos políticos e pelos deputados que temos, então a culpa é novamente do PS.

 

Passos surgiu ainda com a ideia de um "tributo social", para acabar com a subsidiodependência sem qualquer tipo de retorno para a sociedade. Dirão alguns que tudo isto ainda sabe a pouco, mas é melhor, muito melhor, do que havia até agora. No mínimo, é um regresso à política. Pura e dura.

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