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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Porque é que o Mourinho é Importante?


 

Motown artists were advised that their breakthrough into the white popular music market made them ambassadors for other African American artists seeking broad market acceptance, and that they should think, act, walk and talk like royalty, so as to alter the less-than-dignified image commonly held by white Americans in that era of black musicians. [Aqui].


O Mourinho é importante porque dignifica os portugueses. Como é óbvio (espero) os portugueses, como qualquer nação, têm dignidade inata. Mas o Mourinho ajuda ao reconhecimento dessa dignidade.


O futebol? É um jogo divertido para praticar... jogando. E também para assistir (bebendo).

De antologia:

Este post de Rui A. no Blasfémias. Todo um tratado sobre o CDS:

 

É compreensível a desilusão aqui patente de Henrique Raposo, que resulta, todavia, de um equívoco: o CDS nunca foi, nem quis ser, um «partido de direita sem complexos», mas, apenas e só, um partido de direita com complexos. Teve complexos de esquerda com o fundador, o sempre «rigorosamente ao centro» Diogo Freitas do Amaral, com o ministro da cultura da segunda AD, Francisco Lucas Pires, que era incensado pelas trupes «culturais» da esquerda, por quem distribuira subsídios e benesses, com o ex-ministro de Salazar, Adriano Moreira, homem que ideologicamente se fazia sempre questão de situar, não fosse o diabo tecê-las, na «democracia-cristã» e na «doutrina social da Igreja», e com toda a matilha de «democratas-cristãos» e «centristas», de Rui Pena a Luís Beiroco, que cairam nos braços do Partido Socialista na primeira oportunidade que lhes foi dada. Quando o jornalista Paulo Portas inventou, no estertor do cavaquismo, o Partido Popular e Manuel Monteiro, parecia que, mais de duas décadas após o 25 de Abril, a direita popular, liberal e conservadora poderia ter finalmente um partido que a representasse. Novo engano: Monteiro assumiu a pior tradição da direita portuguesa anti-liberal, paternalista e caudilhista, enquanto o Dr. Portas anunciou, mal chegou à liderança, em 1998, que o PP seria enterrado e o CDS ressuscitado. Nada de novo, portanto, nas recentes afirmações «esquerdistas» de Paulo Portas. É só mais do mesmo e é pena, mas não foge à rotina dos últimos trinta e sete anos.

Viva o luxo!

O insuspeito (de ser ou ter "laranjas") 5Dias publicou estes dados sobre a campanha do PS e José Sócrates neste momento de grave crise económica no país:

Ao lado da extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS, todos os outros Partidos, incluindo o PSD, são quase amadores. Senão vejamos:
- 5 autocarros de 55 lugares em permanência
- 20 monovolumes em permanência
- um camião tir com palco, régie e ecrã gigante e 3 técnicos
- duas estruturas independentes com equipas de 10 elementos cada uma para montagem e desmontagem de palco, dotado de sistema de som profissional estilo concerto de média dimensão
- 3 bancadas (duas laterais e uma frontal) com capacidade total para 250 pessoas sentadas
- t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, edição de 6 jornais de campanha, flyers de todo o tipo e feitio, múltiplos adereços para oferta, autocolantes, etc.
- mobilização constante de dezenas de autocarros – foram pelo menos 20 no comício da Afurada, 25 no de Braga (todos da Transdev) e um número incalculável no comício do Porto de ontem.

No meio disto tudo, expliquem-me por favor como é que o PS só prevê gastar 2 milhões de euros na presente campanha eleitoral. E, já agora, quem é que vai pagar o resto…

 

A importância de ter memória

Sem exercício de memória não há bom jornalismo. Tive pena, por isso, que metade da mais recente emissão do programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias, tenha sido passada a comentar a exclusão do deputado Pacheco Pereira das listas eleitorais do PSD sem ninguém lhe ter lembrado que o agora excluído foi por sua vez um dos mais notórios apoiantes da exclusão do actual presidente e do actual secretário-geral do partido das listas sociais-democratas às legislativas de 2009. Com a diferença assinalável, nas duas situações, de que Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas haviam sido propostos pelas estruturas distritais a que pertencem e mesmo assim a direcção do partido manteve o anátema. Com o aplauso prolongado de Pacheco, que na altura não teve a menor dúvida em encabeçar o distrito de Santarém, assumindo o lugar para o qual a distrital havia indicado o nome de Relvas. Agora, tanto quanto se sabe, nenhuma distrital laranja sugeriu o nome de Pacheco. E seria de uma lata sem limites o comentador da Quadratura do Círculo esperar figurar nas listas de deputados pela quota do presidente - logo ele, que tantas vezes teorizou sobre a necessidade de sintonia política entre a liderança do partido e os candidatos ao hemiciclo de São Bento.

A política dá muitas voltas: em menos de dois anos, este entusiasta da exclusão de Passos é agora excluído - e, a escassos dias das legislativas, o assunto dá pano para mangas num programa em que se gastou mais tempo a fustigar a oposição do que o Governo. Pacheco, que numa emissão anterior da Quadratura defendeu a peregrina tese de que José Sócrates devia manter-se em funções até 2013, também nesta matéria foi poupado à maçada do contraditório. É cada vez mais macio, este jornalismo que deixa os políticos perorar em palco sem sombra de réplica. E afinal de contas não custava nada perguntar-lhe que espúria interpretação do interesse nacional podia levar alguém que se proclama da oposição a ansiar tanto por mais dois anos de mandato do primeiro-ministro com pior folha de serviço da democracia portuguesa.

O Creme Compensa

Quando tinha dezasseis anos deu-me na mona inscrever-me numa daquelas organizações de intercâmbio de estudantes. O programa era conhecido por AFS, a sigla para “American Field Service”. Havia, no entanto, a velha teoria, assente em evidências comprováveis a olho nú, de que a tradução mais correcta para as três maiúsculas seria “Another Fat Student”.

 

A verdade é que em Agosto de 88 descolei para a América com toda a ligeireza da juventude e que, em Julho de 89, entrei no avião de regresso com multa por excesso de peso.

 

Felizmente, os quilos acumulados naqueles 11 meses foram-se esbantendo com os anos mas é certinho que, sempre que regresso aos Estados Unidos, sou assolada por ataques incontroláveis de gula que me fazem ser capaz de mandar abaixo sobemesas onde convivem animadamente amêndoas caramelizadas com manteiga de amendoim e chocolate.

 

Defendo, no entanto, que as memórias se alimentam dos cinco sentidos e que não me chega rever cenários. Preciso mesmo de os provar.

 

Ora na semana passada aconteceu ir a Nova Iorque. E, para mim, Nova Iorque não é só o MoMa e a Broadway e o Blue Note. É a cidade que abarca a maior espécie de porcarias gastronómicas de que há memória.

Eles bem tentam assentar na saudável imagem da “Big Apple”, mas garanto que seria cem vezes mais verosímil assumirem o papel de “Big Apple Pie”.

 

Quem me fala em Nova Iorque fala-me de sanduíches de Pastrami, de Baegles com cream cheese, de Toasted English Muffins, French Toasts, Brownies, Cookies com chunks de everything, enfim, de uma data de delícias que cá ou não existem, ou são comercializadas em versões muito depauperadas.

 

De maneira que, no dia do regresso, quis assegurar a importação, em pequena escala e apenas para consumo próprio, de alguns destes bens. Toca de entrar num Dean & DeLuca e escolher um sortido representativo da doçaria norte-americana, ao qual, já no aeroporto, juntei meia dúzia de embalagens de Reese’s Peanut Butter Cups (os meus preferidos).

 

Monsieur Prieto estava atónito, mas já me conhece e sabe que não vale a pena criar qualquer tipo de contrariedade nestas situações.

 

Fomos cedinho para a fila da passagem pela segurança, que suposemos estar um pandemónio dado o controlo apertado nos aeroportos americanos desde o 11 de setembro. Lá encontrámos toda a azáfama a que tínhamos direito. Tira sapatos, separa aparelhos electrónicos, passa numa cápsula de raio x saída da Guerra de Estrelas, muita instrução em americano, muito movimento brusco. Até que, “Hey you lady, please step up” e vejo uma sósia da Oprah Winfrey a abrir o meu saco de mão.

 

Estando certa de não transportar uma bomba, mantive a tranquilidade até a senhora começar a tirar cá para fora sacos, saquinhos e embrulhos do Dean & DeLuca todos amarfanhados e cheios de nódoas de gordura.

 

Mediante o espectáculo embaraçoso, resolvi recorrer ao humor e dizer-lhe que estava esperançada que ninguém descobrisse que estava a tentar sair do país com aquela artilharia toda. Cúmplice, respondeu-me “Lady, I thought I had a sugar problem until I started this job. You cannot imagine what I see everyday”. E, quanto mais saquinhos abria, mais se ria.

 

Até que chegou ao saco fatal que continha uma bisnaga de creme para a cara que tinha custado para lá de uma fortuna. Estupidamente, com um tamanho superior ao permitido para viajar dentro do avião.

 

Empalideci mas, num assomo de lucidez, pronunciei a única frase capaz de resgatar o creme do caixote do lixo: “you see, it’s a very expensive facial treatment. To compensate that much eating”.

 

Vislumbrei um leve esgar na minha interlocutora enquanto colava um selo na tampa da bisnaga e afirmava, num tom suficientemente alto para todo o staff da segurança ouvir, “ok, ok, it’s medicine. No problem”.

 

Tive vontade de lhe dar um beijo ou, ao limite e num impulso de cumplicidade colesterólica, partilhar com ela um dos meus peanut butter cups.

 

 

O futuro do Euro

 

Pedro Reis, conselheiro económico de Pedro Passos Coelho, foi o orador português convidado pela FAES, fundação presidida por José María Aznar, para um debate que reunirá especialistas internacionais em torno do “Futuro do Euro”.
A reunião terá lugar em Madrid esta terça-feira, dia 31 de Maio. Para além de Pedro Reis – Organizador do livro “Voltar a Crescer” que compilou 365 propostas para a Economia portuguesa recolhidas junto de empresários e gestores – estarão presentes Juan Velarde, prémio Príncipe das Astúrias para as questões sociais, Juergen Donges, ex-presidente do Conselho de Peritos Económicos da Alemanha, Christian Saint Étienne, membro do Conselho de Análise Económica do primeiro-ministro francês e António Torrero, professor catedrático da Universidade de Alcalá.
A FAES, Fundação para os Estudos Sociais e Análise, é uma organização privada não lucrativa que funciona como um 'think tank' ligado ao Partido Popular desde a sua criação, em 1989.

O fim da soberania nacional.

 

As notícias que têm surgido todos os dias em torno da crise da dívida soberana e da ajuda que tem sido dada aos países europeus são uma demonstração evidente do colapso da soberania nacional dos Estados, com o evidente descrédito das suas instituições democráticas. Neste início do séc. XXI a soberania passou a ser apanágio dos credores internacionais que têm condições para aplicar verdadeiros Diktats aos Estados. E a proclamada ajuda externa não passa da substituição de uns credores por outros, os quais reclamam ainda muito maiores poderes de intervenção sobre o Estado devedor.

 

Vem isto a propósito da medida hoje anunciada de que a União Europeia planeia envolver-se na cobrança de impostos na Grécia. O lançamento e a cobrança de impostos são considerados desde as revoluções liberais como assuntos que só podem ser decididos pelos representantes do povo soberano no Parlamento. Foi este o resultado da proclamação no taxation without representation. Já se tinha visto, porém, dos acordos com a troika que o Parlamento perdeu margem para decidir sobre os impostos, já sendo estes determinados pelos negociadores. Agora só faltava dar o passo seguinte, que é serem eles próprios a cobrar esses mesmos impostos. Pelos vistos é o que vai suceder na Grécia, onde provalmente irão aparecer diligentes funcionários estrangeiros a cobrar os impostos dos gregos. O simbolismo é semelhante à conquista de um Estado, quando o Estado vencido era obrigado a pagar tributo ao vencedor.

 

O que, no entanto, devemos questionar é se este caminho de constante abdicação da soberania nacional conduz a algum lado. Na verdade, depois da Grécia, Irlanda e Portugal, parece que é a Eslovénia que se prepara para pedir ajuda externa. Na Grécia tornou-se evidente que a reestruturação da dívida está cada vez mais em cima da mesa. Na Irlanda já há ministros a referir que não há condições para regressar ao mercado e é preciso nova ajuda externa. E em Portugal, mesmo acabado de receber ajuda externa, o risco da dívida não para de disparar. Isto só significa que os mercados interiorizaram o que parece evidente: que um empréstimo com estes juros dificilmente conseguirá ser pago. Não haverá processo de terminar com esta caminhada para o abismo?

Legislativas (17)

 

PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA: MEDIDAS EMBLEMÁTICAS

(para ler e comentar)

 

Programa eleitoral do PPD/PSD

Título genérico: Mudar Portugal

Número de páginas: 122

Data de apresentação: 8 de Maio de 2011

Frase-chave: «O próximo Governo tem de fazer melhor com menos.» (Pedro Passos Coelho)

 

1. Redução de 230 para 181 do número de deputados.

2. Um Governo com apenas dez ministros e 25 secretários de Estado.

3. Redução imediata em 20% do número de assessores no Governo e até 50% no final da legislatura.

4. Fim dos governos civis.

5. Aglutinação das pastas da Agricultura, do Mar e do Território num mesmo ministério.

6. Integração da protecção civil no Ministério da Defesa.

7. Adopção da regra de uma entrada por cada cinco aposentações na Administração Pública.

8. Aumentar o "crescimento potencial da economia" para três por cento.

9. Limitar a carga fiscal a um máximo de 35%.

10. Redução para 40% do PIB do nível da despesa total.

11. Redução da Taxa Social Única até 4% para empresas exportadoras.

12. Aumento do IMI para prédios devolutos.

13. Aumentar a autonomia de gestão da Caixa Geral de Depósitos.

14. Privatização de diversas empresas públicas na área dos transportes - TAP, ANA, CP, REN, Carris, Metro, STCP e Transtejo.

15. Suspensão dos grandes programas de obras públicas.

16. Reavalização dos programas de investimento a cargo da Parque Escolar.

17. Eliminar todos os gastos em consultadorias.

18. Diminuião para o máximo de três do número de administradores de empresas do Estado.

19. Alargamento da fiscalização do Tribunal de Contas a todos os organismos que recebam apoio do Orçamento do Estado.

20. Pôr fim à "excessiva pendência processual", nomeadamente na área dos litígios civis.

21. Desenvolvimento de tribunais arbitrais.

22. Sentenças simplificadas para crimes de menor gravidade.

23. Revisão da lei eleitoral autárquica, passando a haver apenas eleição para as assembleias municipais.

24. Redução do número de membros das assembleias municipais.

25. Transferência de competências para os municípios, sobretudo em áres como a educação, a saúde e a acção social.

26. Revisão do regime do Rendimento Social de Inserção e transferência de parte das dotações para instituições de solidariedade.

27. Dinamização do voluntariado, nomeadamente através da criação de 'bancos de horas' para funcionários públicos.

28. Criação de um Fundo para a Inovação Social.

29. Criação de uma Rede Nacional de Solidariedade, com a participação do Estado, autarquias e organizações da sociedade civil, como as misericórdias e instituições particularidades de segurança social.

30. Desenvolvimento de políticas de inclusão social para imigrantes.

31. Fim tendencial dos contratos a termo, mas alargando o prazo para o período experimental no recrutamento de novos trabalhadores para estimular a criação de emprego.

32. Simplificação da legislação laboral e diminuição da burocracia entre empresas, Estado e trabalhadores.

33. Revisão do Código Contributivo com vista a "diminuir os custos de trabalho para as empresas e promover o emprego".

34. Desenvolvimento de iniciativas de liberdade de escolha para as famílias em relação à oferta de escola, independentemente de ser pública ou privada.

35. Criação de uma Agência Nacional de Avaliação da Educação.

36. Generalização dos testes nacionais no fim dos ciclos do ensino secundário.

37. Reforço do programa Escola Segura nas zonas urbanas de maior risco.

38. Avaliação externa e reestruturação do programa Novas Oportunidades.

39. Simplificação do Estatuto da Carreira Docente e substituição urgente do modelo de avaliação dos professores.

40. Criação de uma Rede Nacional de Escolas Tecnológicas.

41. Novo financiamento do ensino superior.

42. Abertura da gestão dos centros de saúde a cooperativas de profissionais, entidades privadas ou sociais.

43. Revisão das taxas moderadoras para garantir que "apenas se isenta quem realmente necessita".

44. Aumentar a prescrição de genéricos e combater o desperdício através da unidose.

45. Aumentar a produção agrícola nacional e o rendimento dos agricultores.

46. Criação de "bolsas de terras", que permitam aos agricultores ceder as suas terras "quando não tenham capacidade ou condições para as explorar, fomentando o mercado de arrendamento rural".

47. Redução de 30% do consumo energético no Estado.

48. Promoção da utilização de carros electricos nas frotas de transporte colectivo de passageiro em centros históricos.

49. Privatização da agência Lusa e de um dos canais da RTP.

50. Completar a Rede Nacional de Bibliotecas.