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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Ora aí está! (1)

Vítor Bento disse não compreender como é que na actual conjuntura se está a discutir o reforço das transferências para a Madeira que se trata da região cujo PIB per capita mais aumentou, sendo hoje superior à media nacional.

“Se o argumento da solidariedade é para ser levado a sério então estará na altura da Madeira contribuir para o Continente”, acrescentou.

Um centenário de família, com a música celestial da propaganda que não parece propaganda

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A família extensa de compadres que rege o quintal teve, ontem, mais uma festarola comemorativa do centenário dos dias de regência em barganha minoritária. Respondendo ao apito, vários caseiros lá foram ao miradouro das habituais cimeiras, trocando piropos sobre os maluquinhos que precisam de internamento e mostrando serviço malhador, para poderem ascender ao estadão, na próxima remodelação de capatazes.O poder enlouquece, o poder nu enlouquece absolutamente. Logo, qualquer dissidente deve ser internado como herético. Até os opositores facciosos arranjam desculpas para se sentarem à mesa do orçamento e silenciam os silenciados pelo assédio moral.

True lies

Habituei-me a ouvir dizer de José Sócrates as piores coisas que uma cidadã - mesmo estrangeira, como eu - pode ouvir sobre o “seu” primeiro-ministro. Mas acabei por me habituar às explicações, ou não as tivessemos ouvido tantas vezes. Nada do que já foi dito terá escapado à gigantesca campanha caluniosa, a tal que é organizada por "forças de bloqueio ocultas", mobilizadas pelo apetite voraz de mastigarem Sócrates como se fosse um robalo, para o retirarem ao poder (ganho democraticamente nas urnas, por duas vezes) e a este povo. Trata-se, na opinião de alguns, tão somente de uma série maléfica de “ataques sórdidos e infundados” - como lhes chamou Mário Soares na comunicação social, em 2007 – que nada mais pretendem do que ferir o bom nome do “nosso” bem-amado e recém eleito Presidente do Conselho.

É óbvio, ou talvez não, que Sócrates se licenciou. Não se discute! Está claro de ver, até para quem só pode ler em braille, que os “zum-zuns” sobre os favorecimentos relacionados com a aquisição dos imóveis no Edíficio Heron Castilho não passaram de mexericos, postos a circular por gente mesquinha, com o compadrio dos média. É cristalino, como a água do Tejo, que esse “Zé”, que veio da Covilhã em “Sapatilhas” e agora calça Prada, não esteve ligado às alegadas instrumentalizações de lobby político do Freeport. Pelo menos de forma criminosa. Também não ousamos duvidar que o primeiro-ministro foi o último a saber da intenção da PT - aquela de comprar uma parte do capital da Prisa - e, muito menos, devemos desconfiar que tenha tido alguma coisa a ver com o que sucedeu ao Jornal da Noite, da TVI, ou a Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz.

Agora é a vez de Mário Crespo se vir queixar… Mais um! Não é que as suas “acusações” venham acrescentar alguma novidade na sucessão infinita dos “ataques sórdidos e infundados” feitos a Sócrates. Vem apenas para nos colocar perante uma verdade terrível, de que não podemos fugir se formos sérios. Em Portugal - porque Sócrates não mente, nunca mente - estamos rodeados por "mentirosos"...  

Uma coisa é certa...

Reina uma enorme desconformidade (ou descoordenação) entre aquilo que o Governo faz e o que os seus sequazes dizem - se querem retirar toda a hipótese de as teses de Pacheco Pereira terem razão («a de que estamos a viver um clima mau para a liberdade de expressão e a de que se é um desgraçado por se atacar Sócrates») o pior modo de o tentarem provar é fazerem isto e isto.

Faces da mesma moeda

Episódios aparentemente tão diversos como este, este e este são afinal faces da mesma moeda. Da má moeda. Esperemos sentados. Um dia destes o Presidente da República há-de finalmente aludir à importância da liberdade de imprensa em Portugal. Nas entrelinhas de algum discurso.

E por que não almoçam eles em casa?

O número de vezes que coisas destas se passam leva-me a pensar que a Casa da Comida (passe a publicidade) tem um óptimo serviço de catering que leva os melhores dos mets aos mais escusos dos gabinetes e permite evitar aquele tropeçar das pessoas conhecidas umas nas outras que acontece nos restaurantes da moda e está na origem de muitas maçadas.

Quem fala assim não é gago (10)

«Ao escrever o meu artigo - já o segundo, visto, em tempos, o ter feito quando Marcelo foi saneado da TVI - nunca pensei que estava a tocar num ninho de víboras, mas foi isso que aconteceu. Ao longo das várias décadas em que tenho vindo a público a fim de expor as minhas opiniões, jamais recebi telefonemas como os que, desta vez, me chegaram. Excluindo a hipótese de os jornalistas que me contactaram estarem todos bêbados, alguém - e não estou a acusar a ERC, porque não tenho provas - andou pelas redacções a espalhar boatos. Não julguem que me intimidam. Na presunção de que existirão sempre órgãos que possam exibir vozes dissidentes, continuarei a dizer o que penso.»

Maria Filomena Mónica, no i

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