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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

A indigência é indecorosa, quando é pública

 

Há uma criatura que foi levada a pensar o que não é. Não é culpa dela, mas na aparência pode-se julgar que o é. Daí o esclarecimento.

 

Primeiro na Atlântico (de forma indirecta) e, depois, no Instituto Sá Carneiro, participei na tentativa de trazer novas figuras à vida pública. Ao contrário do meu amigo Alexandre (que fez, aliás e totalmente por mérito próprio, um trabalho absolutamente notável na re-dinamização do Instituto Sá Carneiro), eu penso que podíamos, ainda assim, ter tido muito mais sorte nalgumas das figuras que deixámos que se fossem aproximando.

 

Apareceram variadíssimos novos e valiosos talentos. Porém, e como sempre, o pano deixou-se sujar por algumas nódoas. Em particular, dar atenção como se deu, a uma criatura, supostamente profissional da academia, que aos trinta e muitos anos, sem curriculum, apenas pode reclamar um lugar de professor não-se-quê numa espécie de escola de ensino superior assim ao nível do instituto das novas profissões, e levá-la a pensar que é um valor para um dia qualquer no futuro, é muita maldade. Maldade, aliás, pela qual, e no que me toca, duplamente me penitencio: a criatura é truculenta e a indigência pública é sempre um espectáculo triste.

 

A Quaresma é o momento adequado para, em público, garantir que, de futuro, redobraremos os cuidados.

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