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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

PEC, ou de como persiste o castramento do impulso libertacionista da política...

 

Ainda ontem, num dos melhores programas económicos das nossas televisões, assisti ao habitual desfile de destacados fiscalistas, contabilistas e financeiros da nossa praça, compreendendo como a injecção do PEC contém as habituais substâncias que levam ao castramento do nosso impulso libertacionista da política.

 

O elogio barroseiro, e do Eurogrupo, a esse concentrado de desespero, revela como as altas ministerialidades do nosso espaço estão afectadas pela droga inventariada com o nome de TINA que, segundo o esperanto bancoburocrático, se descodifica como "there is no alternative".

 

A causa das causas da presente crise é a autogestão em que se devorou, e devora o diabo na geofinança, esse monstro a que muitos dão o substantivo inquisitorial de neoliberalismo, e que nada tem a ver com a clássica visão liberal, a que, desde Adam Smith, nunca abdicou da supremacia da justiça e, consequentemente, da política.

 

Daí que abundem as reaccionárias explicações das teorias explicativas do "Zeitgeist", onde até há alguns que vão aos sótãos rebuscar os manuais maniqueístas, neo-inquisitoriais, nazis ou comunistas, esses que vêem mãos ocultas e aranhas clandestinas, plenas de judeus, maçons, multinacionais, padralhada, comunas, sindicatos e jovens turcos...

 

Aliás, quanto mais conspiratória é a análise, menos transparente são os segmentos biográficos dos analisadores, geralmente cristãos-novos, que tentam usar decapante para aquilo que foram em metodologia, mesmo que tenham variado de "ismo", porque os novos fins não apagaram os velhos meios...

 

A geofinança da presente planetarização ainda não atingiu aqueles mínimos de Estado de Direito universal, ainda há efectivos poderes fácticos à solta, isto é, absolutos, pelo que, sem república universal, não se conseguirão accionar os princípios de justiça e quem se lixa são os pequeninos....

 

Os homens da finança e da política deveriam adaptar-se aos sinais dos tempos e seguir o exemplo das grandes religiões universais, bem como das forças espirituais tradicionais, admitindo que o diabo tem lugar a seguir ao Pai, ao Filho e ao Espírito. Porque se, dele se abstraem, terão a surpresa de o sentir explodir em autoritarismo, totalitarismo e guerra!

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